junho 12, 2008

É preciso coragem



É preciso coragem para ser feliz, diz o personagem do filme. Ele tem razão.


Metade do tempo passamos planejando coisas e a outra metade tentando lidar com as granadas de inesperado que a vida nos joga no colo, para que não nos estourem na cara.




E nem nos damos conta de que ser feliz é uma escolha, assim como vestir azul ou pentear o cabelo para o lado ou usar saias. E estamos tão acostumados com essas distrações - planejamentos e granadas - que não sabemos muito o que fazer quando a felicidade nos escolhe. Não somos ensinados para a felicidade.




O meu professor diz que felicidade não vende livro, não gera obra prima. No jornalismo se aprende que if it bleads, it leads. E que as tragédias e dores da humanidade são mais noticiáveis do que as felicidades e alegrias.




Verdade atestada pelas capas de Caras e Bocas e Quems e Ninguéns por aí. Casais felizes dificilmente aparecem na capa.




Talvez seja uma falha na programação do ser humano, que só liga a compaixão e empatia mediante o sofrimento alheio (ou a possibilidade de que o sofrimento do outro ser humano seja maior que o seu próprio, fazendo com que a dor alheia seja um mero mecanismo de bem-estar, um feel-good versão fast-food), talvez seja puro egoísmo, talvez seja uma torpeza curiosa, sordidez incrustrada e desenvolvida ao longo dos séculos e séculos de existência humana no planeta. Talvez seja pura maldade mesmo.




O fato é que ser feliz requer decisão, requer escolha, exije disposição.
E é tão simples!

(a fraternidade é vermelha, a igualdade é branca e a felicidade é azul)

Um comentário:

Virgínia disse...

Muito legal esse post.