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setembro 13, 2009

Lei das Compensações

Sexta-feira à noite, quando a chuva não dava trégua e parecia nunca mais acabar, eu estava contente. Feliz, satisfeita.




Sábado pela manhã, quando a chuva deu uma pausa, e não estava frio, e eu estava fazendo uma coisa de que gosto muito, estava também furiosa, indignada, ofendida, e com raiva. Muita raiva. Um desgosto só.




Sábado à noite, quase dormindo, com frio, fiquei surpresa. Contente com a surpresa.






Com a certeza de que deve existir no universo uma secreta lei das compensações de nos dar algumas certezas boas que restituem o equilíbrio depois de uma coisa muito muito muito ruim.
(Agora uma reflexão: não sei se o pior de tudo é você ter a pessoa como uma referência e daí, num rompante de loucura temporária ou insatisfação ou mesmo talvez tédio, essa pessoa se desfaz no ar, evapora como fumaça fraca, rala, que não deixa nem cheiro, essa pessoa se auto-destrói aos seus olhos admirados, espantados, um pouco tristes, destrói a imagem que você tem dela, o respeito que você tem por ela, e por um momento parece que tudo o que foi construído por ela foi uma mentira, foi um sonho, foi algo que você leu ou que viu na televisão, ou o pior é você conhecer essa pessoa tão bem a ponto de saber que essa pessoa é dada a esses rompantes, a essas loucuras temporárias, a essas insatisfações inexplicadas, é dada a sair esbravejando contra o mundo ou contra quem estiver na frente, e você saber que tem que relevar e seguir em frente, porque uma pessoa que tem tantos altos e baixos de humor não merece ter suas palavras tão valorizadas assim.)

agosto 26, 2009

Atualizando

Ainda bem que eu tenho um micro caderninho, e que ando com ele pra todo lado e que posso agora anotar todas todas as idéias, porque senão teria até esquecido o que eu queria dizer lá atrás mas não tive nem tempo nem paciência nem disposição para chegar até aqui e escrever.

Ainda tiro uma foto do caderninho para mostrá-lo a vocês.

Enquanto isso, mais algumas fotos!













agosto 20, 2009

Algumas palavras e imagens

Já voltei ao trabalho. Acabaram as férias e eu voltei para o Irã, e, sério, Ahmadinejad bem que tentou me enganar, mas eu não caio mais em falsos sorrisos e promessas de liberdade, hmpf.

Mas não é esse o motivo do post, o motivo do post é o mais legal possível. Que eu estou fazendo coisas que eu gosto, que eu estou aprendendo e estou respirando melhor, e que vi diversos bons filmes nesses últimos dias.

Dos filmes eu falo depois, então fiquem aí com imagens e me digam o que acharam!


(Esta é pro Tommy, Pam!)



Tem mais, mas eu vou colocando aos pouquinhos.

agosto 03, 2009

Momento reflexão





"O Naipe de Paus (ou Varas como é conhecido por alguns) no Tarot é relativo ao elemento de fogo. O Fogo da-nos energia e paixão para realizarmos as tarefas mais ativas."

agosto 02, 2009

Enquanto isso, em outra rede social virtual


No ano passado estava me preparando para ir.

Que saudade.


(Alguém mais no Meme? Como diz DLanGer, é só mais uma coisa pra gente se viciar.)

junho 22, 2009

Enquanto isso, no Irã...

(Um aviso. Para aqueles que nadam raso, com medo de mergulhar, mera notícia. Para escafandristas, será um grande iceberg. Ou, simplificando, para bom espremedor, meia laranja.)


Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, engordou, deixou os cabelos crescerem, cortou a barba e virou mulher. Ele é áspero, ácido, e, acima de tudo, dissimulado. Um horror de pessoa. Ainda mais para se ter por perto. Porque Ahmadinejad controla um país achando que controla a História. Que controla o Mundo. Ele resolveu agora que merece o Poder, que é uma consequência divina de sua existência manter-se no Poder. Ele resolver agora que é sua função controlar tudo e tudos.

E a pior parte vem agora. Ahmadinejad virou meu chefe. O mesmo Ahmadinejad que implicava comigo quando eu cheguei ao Irã, quando eu botei meus pés nesta terra árida e seca e cheia de pó. Cheia também de ódio e mágoas e, por Alá, tantas intrigas e tantas tramas por baixo dos panos e dos véus, que até eu entender onde vim parar e o que estava acontecendo à minha volta, o plano já estava traçado e a bomba atômica era uma realidade.

(Ahmadinejad, meu chefe, e sua megalomania)


Pois eu achei que playing low, sabe, aquela coisa de fazer meu trabalho direitinho, e não chamar atenção e não desagradar o Big Boss. Como por exemplo nunca usar coisas roxas nem azuis, porque ele não gosta, e lhe desagrada mais ainda coisas bonitas que não lhe pertençam e que ele não possa ter. Sabe a criança que põe sua bola debaixo do braço e bolta pra casa porque o Kichute do vizinho é mais bonito e apareceu na tevê. Difícil de agradar.

Tamanho engano espero nunca mais cometer. Ahmadinejad é vingativo, é maldoso. E primeiro me tirou o direito de estudar. Mulheres não podem estudar, porque estudo gera pensamento, e pensamento gera mudança, e mesmo que a mudança seja boa, qualquer mudança para Ahmadinejad é sempre ruim, chacoalhar sua masmorra de Poder (que ao fim e ao cabo é feita da mesma areia e pó e terra seca) é sempre a pior escolha.

Mas aí é que aconteceu. Eu comecei mesmo a ter idéias. Idéias de liberdade, idéias de justiça. E achei mesmo que o meu voto fosse mudar o mundo. Juro, eu acreditei nessa baboseira. E quando vi que era tudo uma armação, fui ao poder mais alto, reivindicar direitos e exigir punição a toda a maldade que vinha acontecendo.

Marquei audiência com ninguém menos que Aiatolá Ali Khamenei, que é quem manda mesmo e sempre dá a última palavra. Agora imagine, Aiatolá Khamenei é uma pessoa alta, mas perdeu a barba, e tirou o turbante, deixando a careca avançada à mostra, com os mesmos óculos. E a mesma imagem do Aiatolá Ruhollah Khomeini, entidade máxima religiosa e mandatória.

(Khamenei e seu enigmático sorriso me enganaram direitinho)


Pois bem Aiatolá Khamenei, que sempre me pareceu uma pessoa de bom senso, com um tanto de atrapalhação mas, ao fim, uma pessoa correta, justa. Pois bem, a medida que ia falando, ele se afastava e se afastava, esticando pelos lábios um sorriso duvidoso, com um tanto de malícia escapando por cada canto da boca.

Como se dissesse, você acabou, minha cara, ele não moveu um dedo para me defender. Esticou o pescoço para sinalizar ao representante da Guarda Revolucionária do Irã, e foi o meu fim.

Não sei como eu pude ser tão ingênua. Agora que estou presa, prestes a ser torturada, nem a Anistia Internacional pode me salvar agora.



(Khomeini é o pastor e certamente me torturará.)

março 31, 2009

Shhh, shhh...

Silence propagates itself, and the longer talk has been suspended, the more
difficult it is to find anything to say.


Samuel Johnson

(Será? Vai ver que é por isso que não escrevo mais aqui. Porque fiquei um tempão sem escrever. Daí, pra recuperar todos os assuntos, o timing já se foi. E também é um pouco de preguiça, sabe. Em algum momento das horas do dia eu tenho que dormir, sabe, gente. E tem horas que não dá, simplesmente não dá. Ok, é certo, não dá pra ficar tanto tempo assim sem escrever, sem dar notícias, só essas notinhas de canto de página pra encher linguiça - sem trema, tchau trema, mande notícias. -, de texto aqui e foto aqui, by the way, já atualizei lá, viu, e daí é meio cômodo, porque não preciso pensar muito, é só dar a notícia, o quem o quando e o como e deu, não precisa mais nada, mas isso não é certo. Porque assim como o IpD é um exercício de olhar, aqui tem que ser um exercício da palavra, do pensamento, da narrativa. Porque apesar de ser sobre a minha vida, não é sobre a minha vida. E nem poderia. Tem tanta coisa acontecendo na minha vida, agora especialmente, que não caberia aqui nem com 1440 posts por dia. Mas não sairei da linha do pensamento. E me comprometo a fugir do silêncio, a preenchê-lo constantemente, com qualidade. E se não for possível ter qualidade, então que seja com intensidade. Agora, que o silêncio é mesmo contagiante e se multiplica mais que glitter, ah, isso sem sombra de dúvida.)

fevereiro 10, 2009

Roar







Não, não diga que sou preguiçosa, que fico entupindo o blog de fotos só porque não quero sentar e escrever.
Eu quero, quero sim, muito, sentar e escrever. O meu medo é de não conseguir parar, caso eu comece.
Porque daí provavelmente não haverá espaço para mais nada, nada que não seja palavra.
E aí, e se for mesmo assim, intermináveis linhas de intermináveis frases (porque, você sabe, né, eu não sei encontrar o fim de frase mais fácil e mais curto. Aliás, nem gosto. Prefiro os percalços e as delícias da less traveled road), com imagens e analogias em sequência, non-stop, será que você aguenta?

janeiro 26, 2009

Happy Niu Year


De acordo com o calendário chinês, começa hoje o Ano Novo do Boi, que, em mandarim, é NIU.


Então que o ano que começa a partir de hoje será para recompensar o trabalho realizado, será um ano tranqüilo, calmo.


Será um ano que pedirá disciplina, o que pode vir a ser um tanto não-fácil para uma pessoa com eu, mas, de repente, vem a ser uma ótima oportunidade de aprendizado.
Pra quem quiser saber mais a respeito, veja aqui e aqui e aqui. E aqui tem mais, uma notícia, e uma esperança de que o ano do boi possa trazer uma calmaria às águas internacionais do mercado.

janeiro 21, 2009

Yes we can.

Esqueça as bandeiras listradas em azul e branco. Esqueça que ele fala inglês. Esqueça que ele fala do país dele como se fosse o continente inteiro. Esqueça tudo isso e ouça.





O discurso linkado acima foi proferido no dia 05 de novembro de 2008, o dia em que se anunciou que ele havia ganho a eleição em que o mundo inteiro prestava atenção. O discurso linkado acima me arrepiou de emoção, de tão lindo, de tão instigante, de tão profundamente sincero e realista.

Sugiro, para quem não quer assistir aos 17 minutos, que vá direto ao minuto 10. É por aí, depois de todos os devidos agradecimentos, que ele fala sobre o esforço que será necessário para reconstruir seu país e, por consequência, impactar positivamente na história do mundo.

Aqui eu abro um parênteses. Não, eu não acho que os EUA sejam a melhor nação do mundo, nem o melhor povo do mundo, nem tenham as melhores condições de vida. Mas eles são bons no que fazem. Eles, o povo, são organizados, práticos e buscam a eficiência de praticamente tudo. E é admirável quando um cidadão que foi alçado ao posto de liderança consiga enxergar as pessoas no que elas têm de bom e no que elas têm de ruim, e ainda assim conseguem arrebatar as atenções e a iniciativa de toda a nação em prol do que acredita ser o melhor a ser feito, e isso não apenas porque vai ser melhor para todos no fim das contas, mas porque pode, com isso, fazer o mundo melhor.

Mas, voltando.

O que eu achei bonito, em primeiro lugar, foi ele deixar claro, desde o início que a divisão havia entre partidos enquanto havia a campanha, mas que no momento do resultado a nação volta a ser uma só, e ele se propõe a ser o governante de todos, mesmo daqueles que não votaram nele ou que não concordarão com as suas decisões. Porque, a partir do momento do resultado, existe o Governo, acima de qualquer picuinha pessoal ou partidária que poderia haver, que deve agir tendo em mente o bem-estar de todos, e não favores e benefícios individuais.

O que eu achei inteligente foi ele falar que aquele momento não era apenas de vitória (porque tanto um como outro estariam ali, e os problemas teriam que ser enfrentados por um ou por outro, independente de ser ele ou o outro) mas sim de oportunidade. A vitória não se resumia ao fato de ele estar ali discursando como futuro presidente da nação, mas sim se abria no leque de oportunidades que eles todos, como um povo unido, teriam de reconstruir o presente, de corrigir os erros do passado, de modelar o futuro. Lembram de um episódio de Caverna do Dragão, em que a mensagem do Mestre dos Magos (que, sim, era o demônio que prendia os meninos no limbo) era que o destino de um era compartilhado por todos. E parece que ele deve ter assistido a esse episódio, porque sua mensagem fala justamente sobre isso. Sobre a importância de todos participarem dessa construção em conjunto.

O que eu achei lindo foi ele ter falado que os ideais que ajudaram a fundar seu país ainda estão lá, apesar de disfarçados por entre as notícias de grandes fortunas e bolhas estouradas e escondidas atrás de falácias de politicagem e atitudes impensadas. Os ideais, quando existem, sobrevivem às crises, servem de backup para que as pessoas se lembrem do seu propósito, do seu destino, da sua missão como indivíduos interligados por esses fios emaranhados e de caminhos tortuosos a que chamamos sociedade. E aqui abro um grande parênteses. Para lembrar um pouco de qual bandeira tremula atrás dele, que não é a do meu país. E ficar triste por isso. Porque, por mais errados e narrow-minded que possam eles ser como povo, eles têm ideais,muito mais profundos que a gente possa imaginar, e num patamar de crença e impregnação que nós, brasileiros, não temos. E que, sim, deveríamos ter, mas que nós, como nação (e quando eu digo isso, estou me referindo ao tempo em que deixamos de ser colônia para sermos governados por nós mesmo, de uma maneira única e própria, possível apenas nas condições de cultura e sociedade e universo de costumes compartilhados encontradas aqui) não temos, e, pior, ainda ridicularizamos e esnobamos como se melhores fôssemos apenas porque somos fruto de uma mistura única de tudo e qualquer coisa, uma generalidade, uma variedade, uma "brasilidade" indefinida que abre margem para "jeitinhos" e mensalões.

Mas, voltemos ao discurso. De temos em tempos ele repete, yes we can. Como um canto, um mantra, uma oração. Yes we can. Não dizendo "eu posso", ou "eu vou", ou "olhem como eu brilho e sou o máximo por ter chegado aqui, apesar de todas as condições contrárias". Ele diz, nós podemos. Apenas juntos podemos. O caminho será longo e árduo para a mudança, mas nós podemos, é a mensagem. E é linda.

Porque é sincera e realista. E consciente de que nada se constrói no mundo sem acreditar na possibilidade. E nada se constrói no mundo sem haver um princípio, um ideal. E nada, absolutamente nada, que exista para durar é construído com o esforço de somente um homem. Não existem salvadores da pátria. Existem líderes. E líderes servem para apontar a direção e abrir o caminho para a nação, porque é apenas o empenho de toda a população que constrói qualquer coisa de durável, de belo. E é apenas o empenho de um povo unido que constrói uma nação.

(E, falando sem rancores ou preferências, e de um sentimento de orgulho nacional, acredito que poderíamos crescer muito, nós, brasileiros, como uma nação, se aprendêssemos um pouco desse sentimento todo a que me refiro.)

dezembro 02, 2008

Pequenas coisas que me deixam feliz.

Está chovendo lá fora. Pelo calor que vinha fazendo, isso me deixa contente.


Ontem foi dia de premiação em SP, e a minha amiga Patrícia recebeu o prêmio de primeiro lugar nacional em projetos de Relações Públicas. Não pude estar lá, mas tenho certeza de que foi lindo, foi emocionante, e todo o belo trabalho feito lá nos confins da floresta finalmente pôde florescer e se mostrar para o mundo.


(ela me permitiu copiar o vídeo, mas áinda não consegui. Assim que resolver o problema, upload-arei)


Ontem também foi aniversário da minha tia. E apesar de não termos feito tanto barulho, no restaurante, quanto as pessoas lá no fundo, foi muito divertido.



Que nos próximos trinta, quarenta, cinqüenta anos, possamos comemorar tudo isso (prêmios, família, amizade, aniversários, Nobels, megasenas) e muito mais.

novembro 15, 2008

De momento

De momento, estou devendo os acontecimentos marcantes da Feira, eu sei.

De momento, estou na correria, porque a Feira só acaba oficialmente amanhã, dia 16, com a I Maratona de Contos, numa ótima oportunidade de encontro entre leitores e autores.

De momento, não consigo pensar em muita coisa, estou preocupada e absorvida e realmente envolvida em algo muito maior e melhor que vai acontecer.

De momento, estou com sono, muito sono.

De momento, estou contente porque tem um texto meu que estará exposto no Tartoni Ristorante que vai abrir no Barra Shopping Sul.

De momento, estou feliz pelo prêmio conquistado pela Pati, ou melhor, a RRPP Patrícia d'Ávila, com o primeiro lugar no concurso nacional de projetos de Relações Públicas, pelo trabalho lindo que ela e a equipe (oi, Raquel!) estão fazendo lá no meio da Floresta Amazônica.

De momento, quero que a maldade (desde a grande maldade, em atos públicos, até a pequena - a mais sórdida -, contida em pequenas palavras e invejas disfarçadas de críticas) volte para seu lugar de origem e vá atrapalhar quem as gerou.

De momento, continuo exibida e me exibindo, porque o Patrono da Feira citou a mim e aos meus colegas queridos de Livro entre os nomes da nova literatura gaúcha. (Aos amigos, para comemorar comigo, e aos invejosos/maldosos/silenciosos de plantão, para se morderem só mais um pouquinho, basta clicar aqui.)

De momento, sempre lembro de um ditado árabe que diz que se for apagar a minha luz porque alguém pediu, porque está incomodando muito, isto não ajudará em nada a fazer com que os outros brilhem mais, apenas tornará o mundo mais escuro.

Eu volto, sério, volto e escrevo e coloco até as fotos que não couberam no IPD. Mas não de momento.

novembro 06, 2008

Feirices e faceirices

Estou completamente inserida e imersa na Feira.

Há várias coisas que precisam ser contadas, mas agora não há tempo.


(É que, além da Feira, outras coisas me consomem e me demandam, e há de ter Cris para todas.)


(E agora o braço dói. Demais.)


(Só espero que ninguém, desta vez, fique virado do avesso.)

outubro 31, 2008

Spooky!

Happy Halloween!
E, além de tudo começa a Feira do Livro!
Oba!

outubro 21, 2008

Ela voltou

Depois da imensa participação no post anterior (obrigada a todos, prometo mais fotos divertidas e passíveis de interpretações diversas), duvido que os próximos sejam tão populares.

A insônia voltou. Domingo mesmo estava, durante um almoço delicioso (thanks, Leiloca), estava comentando que comigo, ela vem em fases. Às vezes demora muito, muito tempo pra chegar, e às vezes, quando ela chega, não há jeito de fazê-la ir embora.

Às vezes ela me deixa completamente atordoada, tonta, cheia de idéias. Às vezes, é apenas a sensação de estar para sempre acordada, com os olhos abertos, sem possibilidade de conseguir fechá-los para dormir.

Às vezes eu gostaria muito de ter todo esse tempo de atenção e consciência disponível, mas simplesmente não acontece assim, quando a gente quer. Mas aí, basta falar nela que ela chega, como uma amiga que ficou muito tempo viajando, morrendo de saudade, querendo toda a atenção para me contar todas as novidades. E aí senta ali, na beira da cama, me encarando, me constrangendo, me atrapalhando.

Às vezes, como agora, eu gostaria de poder descansar. De poder dizer a ela, por causa da intimidade entre nós, que ela me deixasse em paz, que fosse buscar um copo d'água, que fosse correr em volta da quadra enquanto eu tiro um cochilo.

Ou então, simplesmente, gostaria de poder fazer realmente algo de produtivo, sabe, abracá-la com todas as consequências do dia seguinte (sono, olheiras, lentidão de pensamentos), e dizer, a partir da intimidade que já temos, bem, então já que você está aqui, vamos, quem sabe, pensar nessa história que está me incomodando por tanto tempo e que não me deixa pensar em outra coisa ao longo do dia e que, como você pode imaginar, não consigo encontrar o caminho, nem do começo nem do fim.

Mas não é uma escolha minha. Ela vem quando quer, e fica como quer, quanto tempo achar que precise. E se ela decidir que vamos apenas ficar ali, olhando para o teto, enquanto eu penso nas coisas que poderia estar fazendo se ela não estivesse ali, bem, é isso que acontece.

De repente amanhã ela muda de idéia e me deixa falar. Mas este post é só para avisar que não estranhem os horários, ou se eu começar a mandar emails, bastantes e imensos, ou se eu não estiver no meu estado normal durante o dia, se você me encontrar ou me ligar e eu não responder com toda a atenção do mundo, se começar a dizer coisas sem nexo, que se algo assim acontecer, por favor não ligue.

Enquanto ela, Insônia, está aqui, me suga todas as forças, me deixa pela metade, ocupa todos os espaços. Às vezes isso é bom, mas às vezes é exaustivo demais. Mas é assim que acontece, quando ela está comigo.

Ela voltou. E pelas malas, parece que vai ficar.

outubro 14, 2008

Imagem por dia - Alternativo




Ao chegar no trabalho, deparei-me com esta fantástica imagem. Na confusão da obra (corrigindo, entre a confusão e a obra), a pessoa super-esperta* que ficou responsável pelas placas e sinalizações internas não se deu conta de que o aviso ficou para o lado de dentro da porta, quando deveria estar do outro lado, impedindo - ou, ao menos alertando os desavisados sobre a restrição - a passagem.



Se não tivesse o intervalo delicioso entre um banho de chuva e outro, entre uma atividade e outra, de cachorro-quente de aniversário de criança E piscina de bolinhas, certamente seria essa aí de cima a foto do dia, lá no imagempordia. E a legenda teria que ser algo assim: aos que entram, é restrita a saída. Ou, se você entrar, não pode mais sair. Ou, you can check out anytime you like, but you can never leave.



Ah, os absurdos do mundo. Apenas mais um pra minha - já tão vasta e colorida - coleção.







* anotação de sarcasmo. Just in case.

outubro 07, 2008

Pra não ficar em branco o dia

Há um mês, mais ou menos, comecei um curso de Libras, por solicitação work-related, e estou adorando.

Não dá pra estabelecer uma conversa longa e intensa, mas estou aprendendo.

E hoje eu precisei ajudar uma menina com deficiência auditiva (ela usava o aparelhinho na orelha, e provavelmente tinha um percentual muito baixo ou quase nada de audição. Tecnicamente um surdo é diferente de um deficiente auditivo, mas, na prática, tanto um quanto outro requerem uma certa atenção diferenciada. Mas voltemos.) e mesmo semi-analfabeta em Libras (que é uma língua, com regras e sintaxe própria, que a difere do Português) consegui entendê-la e consegui me fazer entender e conseguimos resolver a questão.

É claro que demorei muito mais tempo soletrando as palavras (lembram do a-de-amor-bê-de-baixinho-cê-de-coração da música, aquela? É esse mesmo!!) do que se soubesse o equivalente em sinais para cada palavra, mas o importante foi que pude ver na prática como uma coisa tão simples pode causar tão grande impacto na vida das pessoas.

outubro 01, 2008

For self portrait challenge - Mirrors

I have always been fascinated about mirrors. I guest it goes back to the time when I realized I was a unique individual. And to see all the changes and mood variations about myself through my reflection helped me understand more about me, and what I like and what makes me feel good or not. Because sometimes only the mirror can notice if I'm truly happy or if I'm hiding a deep sadness behind the smile.




Mirrors can't lie, and, most of the time, they are right about the images they reflect.


Take today, for example. That's a picture I took of myself today. Ok, the image is horrible and shaky, but even the rearview mirror of the bus could see I was a mess today.



To see more abou mirrors, go here.



To read a great text about mirror and women, go here. But it's in Portuguese.