julho 20, 2010

Sobre o caos

Diz Nietzsche que é preciso um grande caos interior para parir uma estrela bailarina. 

Balela, isso de ter caos interior e blablabla qualquer um faz, qualquer um tem. 

O que é realmente admirável é olhar esse tal caos interior nos olhos e enfrentá-lo e conseguir seguir em frente. Isso é só para os fortes.

Eis que

Eis que o mundo dá voltas e voltas e depois que a tontura passa dá pra voltar à vida normal.

Às vezes faz-se necessária uma pausa, pra respirar, pra repensar, pra mudar, pra decidir alguma coisa.

Nessas vezes, a única coisa que não dá pra fazer é ficar parada.

Aí eu sempre me lembro do Gilberto Gil, na época pré-ministério, quando ele cantou:



Deus me livre de ter medo agora
Depois que eu já me joguei no mundo
Deus me livre de ter medo agora
Depois que eu já pus os pés no fundo
Se você cair não tenha medo
O mundo é fundo
Quem pisar no fundo encontra a porta
Do fim de tudo
Bem junto da porta está são pedro
No fim do fundo, fim do fundo
Findo!

Bem depois do fim de tudo o medo
Do fim do mundo
Bem depois do fim do mundo o medo
Do fim de tudo
Bem depois do fim de tudo o medo
Do fim do mundo
Bem depois do fim do mundo o medo
Do fim de tudo

Deus me livre de ter medo agora
Depois que eu já me joguei no mundo
Deus me livre de ter medo agora
Depois que eu já pus os pés no fundo
Se você cair não tenha medo
O mundo é fundo
Quem pisar no fundo encontra a porta
Do fim de tudo



(O que eu queria mesmo era aproveitar essas novidades todas e incluir um vídeo dessa música, mas não vai rolar... o Youtube vai continuar sendo, na minha opinião, muito fail enquanto permitir que as pessoas coloquem lá suas apresentações em powerpoint com suas músicas de fundo só para enganar pessoas que procuram os clipes originais das músicas, como eu. Hpmf)

abril 23, 2010

Salve!

Nem precisa explicar.

abril 17, 2010

Lançamentos legais

Nem vou falar que estou sumida e blablabla porque vcs já sabem. Sim, a minha vida ao vivo é bem mais interessante, e eu peço aos meus diversos leitores mais fiéis (todos os serranos além da Camel, todos os franceses, todos os do interior de SP, entre outros) que compreendam o fato de que a vida ao vivo não é pra qualquer um.

Mas tem coisas que são muito legais pra guardar só pra mim (e pros poucos com quem compartilho essa tal de vida ao vivo), e que acho importante lembrar, divulgar, compartilhar.

Como o lançamento do livro da Ju, o Na minha cadeira ou na Tua?, que já está à venda nas melhores livrarias e tem um cronograma nacional de lançamento. Aqui em Porto Alegre será no dia 22 de abril, logo depois do feriado, a partir das 19 h, na Livraria Cultura.

A Ju é F**A, e vc pode preencher os asteriscos com ER, IN, OD, que todos vão valer e ainda não vão descrevê-la o suficiente. Eu a conheci na faculdade, mas tive oportunidade de conversar melhor com ela no casamento da Camel e do Cris, e além de ser uma pessoa muito interessante e divertida, ela realiza uma série de ações legais sobre cidadania e direitos de todos.

Ainda não li o livro, mas acompanhei o blog, com relatos sinceros e emocionantes, o que me deixou louca de vontade de comprar o livro e estar lá pra dar um abraço nela e comemorar com ela esse sucesso.




fevereiro 09, 2010

Atualizaçãozinha (e um pouco de exibição)

Eu atualizei ali o setor que diz "More of Me".

Agora tem um link ali que diz Livro Outras Mulheres. Que vai te levar a um blog bem bonitinho, sobre um livro mais que lindo, interessante, diversificado, que vai ser editado pela Dublinense, com organização do Charles (o Kiefer) e orelha do Veríssimo, o Luiz Fernando. E, não, ele não deu uma de Van Gogh nisso de orelha, ele apenas foi lá e falou bem do livro que leu, que é o Outras Mulheres.

Aí, se você quiser já anotar na agenda (afinal, falta mais ou menos um mês, e diz Amy Vanderbilt que é de bom tom avisar as pessoas o quanto antes dos eventos mais importantes, como esse do livro Outras Mulheres), o lançamento será dia 8 de março, na Palavraria, que fica ali na Vasco, esquina com a Fernandes Vieira, em Porto Alegre.

Sim, escolhemos propositalmente o dia Internacional da Mulher, porque o livro, como dá pra imaginar, reúne contos de 16 autoras mulheres. Mas não se engane, não é nem chick-lit nem mimimis quaisquer.

É Literatura mesmo.




Aí eu sugiro o seguinte: vá lá na Vasco (número 165), a partir das 18 h. Compre o livro e abra lá na página 39, que é múltiplo de três e, tcharãn, eis o meu conto!

Com direito a autógrafo, foto e abraço de alegria e tudo.


Te espero lá!

fevereiro 03, 2010

Insuportável


Essa é uma imagem verídica, tirada às 18:08, na frente do Iguatemi, quando estava voltado para casa.

Sim, 44 graus. Às seis da tarde.

Sim, a sensação térmica era de mais, bem mais.

Lá no Senegal, país que tem um percentual de 2,1 de água em seu território, e que fica bem próximo da linha do Equador, quando a temperatura sobe assim, devem dizer que estão passando por um verão portoalegrense, ou um dia de calor portoalegrense.

Num dia como hoje, em que o Sol queimou no céu como um ovo fritando em chapa de trailer de xis, provocando a temperatura a subir até os inesperados 44 graus registrados na foto, eles lá no Senegal devem dizer do Sol como inclemente e subtropical, ou então, ah, mas que Sol de paralelo 30...

De qualquer forma, acho que Porto Alegre estabelece um novo item no conceito de calor.

janeiro 05, 2010

Rememorando

Demorei, como havia avisado, o meme que a Adri começou, e a Vica e a Pam já fizeram os dela, e agora chega a minha vez.

Há 10 anos

Eu entrava no último ano da faculdade, fazia um estágio que não me exigia muito mas que me pagava bem, e eu tinha certeza de que iria me formar e passar em algum programa de trainee (meus preferidos: Natura e Kraft).
Estava namorando, achava que era o relacionamento mais perfeito da face da terra ("oh, you're so näive!") e voltávamos de um final de ano com muita chuva e uma torção no pescoço que não me deixava sequer me vestir direito.
O mundo era bem divertido, mas eu era tão bobinha.

Ah, sim, e as Torres Gêmeas ainda existiam, e o mundo era um lugar muito mais seguro. Ao menos me parecia ser.



Há cinco anos

Eu voltava de uma viagem mto especial de ano novo onde começou um novo namoro.
Estava trabalhando num lugar que pagava bem mas que não tinha nada a ver comigo e onde as pessoas não eram nem um pouco confiáveis (e, bem, onde são?).
Eu não era mais tão bobinha, e algumas máscaras de pessoas muito muito próximas caíam e me derrubavam junto.
Ao menos eu estava apaixonada, e estava cheia de esperança de que o mundo poderia vir a ser um lugar mais legal.
Muitos e muitos filmes, muitos e muitos livros. E eu estava bem mais magra.


Há dois anos

Voltávamos de uma virada de ano na Pinheira, com milhares de amigos numa casa pequena (vários problemas fora do controle). Foi o Ano Novo da Piriguete.
Teve arco-íris, foi muito divertido. Tomei muito banho de mar e estava me sentindo ótima.
Comemorando mais um ano de namoro (êêê!) e já pensando numa super-mega viagem.
Trabalhando num lugar muito muito ruim, mas ao menos as pessoas eram legais.
O mais importante era a sensação de rumo, de direção, de saber o que eu quero fazer da minha vida.
Comemorando também o lançamento do livro mais lindo do ano com louvor (Inventário das Delicadezas).


Há um ano

Voltando de uma viagem de ano novo estressante (por causa de algumas pessoas deselegantes e mal-educadas) mas divertida (por causa de todas as pessoas juntas, das fotos, dos passeios e tudo o mais).
Na época ainda não sabia, mas acho que já estava doente.
Ainda trabalhando num lugar péssimo, mas como eu troquei de "branch", passei a me incomodar muito muito mais (se eu contar, ninguém acredita porquê).
Sem muitos planos, sem uma direção.
Quase ficamos presos na Pinheira por causa das enchentes, e eu por pouco não conheci o Nuhr.
Comemorando mais um ano de namoro (êêê!)


Ontem

Acordei tarde, vi tevê, mudei meus animais de lugar na minha fazendinha (ô vício, eheheh), respondi alguns emails, tomei um pouco de chuva, voltei pra casa pra colaborar na discussão familiar sobre qual a melhor maneira de arrumar uma mala.
Revi o Código da Vinci (como filme é bem melhor que livro, porque filme a gente não exige tanto, e a produção é ótima. Filme-entretenimento puro) e revi o delicioso Caminho das Nuvens, filme brasileiro que narra o trajeto de uma família do Nordeste até o Rio de Janeiro de bicicleta.
Não consegui acordar pra me despedir do meu pai (mas isso já foi agora de manhã).



Amanhã


Tenho médico. À tarde.
Depois tenho curso. Mais tarde ainda.
Pretendo ler e estudar. Mas não sei que horas vou acordar, nem quero planejar muito.


Cinco coisas sem as quais não posso viver

- livros
- meu computador e internet (é um combo, portanto um item só)
- caderninho e canetas
- a perspectiva de boas histórias
- beijo



Cinco coisas que eu compraria com mil reais

- um kindle (será que dá ?)
- provavelmente mais um caderninho
- entradas de cinema
- sorvete
- provavelmente mais uma caneta (pra combinar com o novo caderninho)


Cinco maus hábitos

- procrastinar
- gastar demais
- pensar muita bobagem
- comer fora de hora
- não fazer exercícios regularmente



Três coisas que me assustam

- violência
- a estupidez humana (que não tem fim)
- a maldade humana (que também não tem fim)


Três coisas que estou vestindo neste momento

- meu pijama de short e camiseta
- calcinha preta
- havaianas roxas


Três coisas que realmente quero agora

- que o tempo esfrie um pouco
- que eu acerte os número da próxima mega-sena
- que as minhas férias se estendam magicamente por mais duas semanas


Três lugares onde quero ir nas férias

(nestas ou nas próximas? Bem, considerando que estas já estão prestes a acabar, vou responder considerando as próximas)

- Lisboa
- Utrecht
- Dublin


Aí tinha mais um item, pessoas para quem eu passo adiante. Mas, ah, fiquem à vontade pra copiar e fazer.

dezembro 31, 2009

Stay hungry, stay foolish

Steve Jobs: How to live before you die | Video on TED.com

A apresentação não tem legendas, mas o Steve Jobs fala bem devagar, então deve ser fácil para a maioria acompanhar.

Ele conta três histórias da vida dele, cada uma com uma mensagem diferente.

Este ano eu não tive tempo de escrever uma mensagem minha, e não vou usar as poucas horas do ano quebrando a cabeça para escrever uma e mandar pra todo mundo, então fica este vídeo de presente.

Que venha 2010 logo com todas as suas promessas e potenciais para a gente realizar e aproveitar e comemorar.


Stick around, fine young people. Ano que vem tem mais.

novembro 19, 2009

Piada-cosmicidade

Acabo de afundar um micro salto num pedaço sem cimento ainda menor dos cimentos que unem as pedras no chão.
Devo estar voltando ao meu normal.

Oh no!

Would you be a kind neighbor and help me get rid of this weed?
(Essa é só para os iniciados!)
;-)

novembro 06, 2009

Cleo Kuhn mentiu pra mim

O problema não é tanto caminhar sem guarda-chuva. O problema não é nem mesmo estar encharcada e atrasada. O problema são as coisas que não podem ser molhadas. Tipo livro.

novembro 04, 2009

Feirando

Apesar de estar na beira da Feira, evitei de passar ali no meio nos primeiros dias.

Passei no stand central e me inscrevi em algumas atividades, mas isso antes da Feira abrir oficialmente. E por enquanto, foi só.

É que este ano eu quero ser uma pessoa controlada, ponderada e planejada, que tem uma lista e se mantém mais ou menos fiel aos títulos da lista, e não fica olhando para todas as bancas aleatoriamente.

Daqui a pouco vou passar por lá. Num evento específico (ops, já deveria estar lá! Dani e LLLLeila, estou atrasada.), sem muitos devaneios e olhos correndo por todos os livros.

É que eu sempre acabo me empolgando, com tanto livro e saldos e títulos juntos.

Depois eu conto se consegui me manter na linha.

Torçam por mim!

novembro 03, 2009

outubro 22, 2009

A vida deveria vir com Manual de Etiqueta



Não confunda, é de outro tipo de etiqueta que estou falando!


A vida deveria ver com Manual de Etiqueta. Sim, deveria. Deveria muito. E as pessoas deveriam responder a questionários para se testar o quanto foi aprendido.

Porque a parvoice e a estupidez humana não tem tamanho, nem fim, nem hora para aparecer ou se manifestar.

Aí eu saio de casa, me vou feliz e contente para um lançamento de livro e depois do que me acontece só posso achar que ninguém leu o livro de etiqueta de Amy Vanderbilt, quer dizer, achar não, ter certeza. Ok, algumas pessoas no mundo leram (eu, por exemplo) e algumas pessoas do mundo não precisaram ler para serem educadas, e saberem conciliar simpatia com critérios, moral com flexibilidade, integridade com bom humor. Mas não é a maioria. Não é mesmo.

Eu, por exemplo, sou íntegra com meus princípios, mesmo sendo algumas vezes chamada de implicante. Eu acho que primeiras impressões são extremamente importantes. E acho que numa situação entre falar uma grande besteira, perdendo a chance de se redimir de uma péssima primeira impressão, e ficar quieta, a pessoa deveria respirar fundo, contar até dez, depois de dez até um e, conclusão óbvia, ficar quieta.

Mas não, não é isso que acontece. Como hoje, por exemplo, nesse evento. Era o lançamento dos livros de dois colegas numa livraria, cheio de gente, sabe, com aquela coisa toda, vinho, fotógrafo, várias pessoas interessantes para conversar. Aí chega Professorinha Helena*. E, verdade seja dita, Professorinha e eu não nos damos muito bem. É como colocar um aluno da primeira série conversar com um aluno da oitava série, só para manter a analogia escolar do ensino básico. Não tem assunto, não tem diálogo, não tem universo de conhecimento em comum o suficiente para estabelecer-se qualquer empatia. Um caso perdido.


Lembram dela?

Qualquer pessoa com um mínimo de noção, numa situação dessas, fingiria que a outra pessoa não está ali, e agiria normalmente, sem fazer escândalo, sem criar casos, sem ficar insinuando provocações, mas, mais importante de tudo, agiria de forma a evitar qualquer tipo de contato ao máximo. Claro que não foi o que aconteceu, porque Professorinha é uma pessoa que, além de não ter lido as esclarecedoras lições de convivência civilizada de Amy Vanderbilt, está numa situação de, digamos, envolvimento emocional com um dos autores em questão.

Eu explico, o nome dela aparece nos agradecimentos, e isso deve deixad Professorinha mais confiante, audaciosa, enchendo-a de coragem a ponto de escolher, dentre todas as rodinhas de conversa que estavam rolando no tão concorrido evento, aquela da qual eu participava. O porquê, não sei, não entendi, talvez ela sofra de uma total necessidade de aceitação (ou Professorinha seja como Ahmadinejad e não tenha amigos, vai saber) o fato é que eu não me abalei. Também não me comovi. Não reagi, ou, assumi uma postura indiferente, que é sempre mais segura.

Ela, falando especificamente de Professorinha, causou em mim uma péssima primeira impressão. Aliás, foi pior que isso, foi um tsunami de calamidade de impressão, que me causou. E que, nos encontros subsequentes (sim, porque infelizmente eu me vi numa situação de obrigatoriedade de convivência com a tal, em que agi sempre muito estoicamente, respirando fundo e tentando ignorar as grosserias e atos de estupidez, mas, tergiverso, vamos voltar), ela ao invés de reverter apenas confirmou. Então ninguém pode me apontar o dedo e dizer que não dei chances, porque ela as teve. Só não soube ver isso nem aproveitar.

Pois eis que estávamos numa conversa animada Editor, Jornalista, e eu, sobre um assunto banal, desses a que os anglo-saxões chamam de small talk, e que sempre são neutros, que era cabeleireiros e o preço cobrado pelo serviço em comparação com o serviço prestado. Para ser bem específica, o assunto girava em torno de um amigo de Editor e Jornalista que havia pago relativamente caro por um serviço relativamente simples com um resultado relativamente trivial. Professorinha deveria estar com a cabeça nas nuvens (ou em qualquer outro lugar) porque fez um comentário que não tinha relação nenhuma com o que estava sendo dito. Nenhuma mesmo. E ela disse numa postura de comediante de stand-up que acaba de fazer a piada mais genial da face da terra, já agradecendo os aplausos. Não, não houve nem aplausos nem risadas, claro. Acredito que aí ela mais ou menos se deu conta de que não estava agradando muito, ou então ficou ofendida com a minha total indiferença (sim, porque eu sou a pessoa mais importante do mundo, e a mais legal, e, óbvio, o mundo gira ao redor do meu umbigo, rá rá rá!**), e se afastou do grupo.


Small talk.

Não se passaram nem dois minutos e ela voltou com a energia renovada, e pegou no meu braço para chamar minha atenção e dizer que esperava sinceramente que da próxima vez que nos encontrássemos eu fosse menos grosseira e mais educada. Sim, eu respondi, claro que respondi, morrendo de vergonha por ela, que educada eu era, mas que ela tinha sido extremamente grosseira comigo quando havíamos nos conhecido, e fica difícil apagar uma primeira impressão, então, não, não ia rolar próxima vez.

E o engraçado é que nesse pequeno espaço de tempo em que o diálogo ocorreu eu só conseguia notar que ao menos desta vez ela havia saído de casa sem as lentes de contato verdes.

É que não precisa, sabe, fazer isso. Não precisa. Isso de dar respostinha e frasezinha de efeito e gritar "snap!" ou "burn!" e sacudir o pescoço pra lá e pra cá estalando os dedos é muito coisa de filme americano de adolescentes, em que o nerd injustiçado vinga-se no último minuto da história do quarterback mau e ainda fica com a chefe de torcida, isso não é pra vida real, ainda mais vida real adulta. Na vida real, se uma pessoa não gosta de mim, bem, paciência, a minha vida segue e eu tenho mais com que me preocupar, não vou lá chamar a tia do pátio porque alguém furou a minha bola ou colou chiclé no meu cabelo. Mas é que a vida real, ainda mais a adulta, não é pra todo mundo.

A Leila diria que nem todo mundo lê Glorinha Kalil, e eu iria além pra concluir que nem todo mundo aprendeu a dividir o lanchinho no jardim de infância, e muito menos aprendeu a lidar com frustrações. Porque se houvesse aprendido***, não faria isso hoje.



* Os nomes foram trocados para preservar de morrer por vergonha alheia a parcela da humanidade que conhece e convive com essa pessoa.

** Ainda não existe um ícone para ironia, mas deveria estar ali. Se bem que com tanta gente querendo sempre saber da minha vida e querendo fazer amizades e seguindo os meus passos pelo mundo e imitando por aí tudo que eu faço, me faz pensar se talvez não seja verdade, mas isso fica pra outro post, que o assunto é longo.

*** Cada vez mais faz-se necessário um manual de convivência civilizada entre seres humanos, mas enquanto ele não é elaborado, e se você é um desses que não aprendeu mas não quer mais fazer fiasco em público, recomendo a leitura do Guia de Etiqueta de Amy Vanderbilt. Até porque ter noção ainda não vem em comprimidos, infelizmente.



A Danuza, como eu, leu sim Amy Vanderbilt.

outubro 18, 2009

Primavera inusitada


Esta tem sido uma primavera atípica.

Agora que os estandes e as barracas da Feira estão quase-quase prontos, dá pra ver o quão esta primavera está sendo diferente da passada.

Desde que o calorzinho começou a aparecer, os ipês já se manifestaram pela cidade, colorindo a paisagem e as calçadas. Só que tem chovido tanto este ano, mas tanto, que não deu nem tempo de tirar uma foto sequer, de qualquer um dos vários ipês que habitam Porto Alegre.

Uma pena, porque a Praça da Alfândega sempre fica mais bonita com a briga entre o amarelo e o rosa pra ver qual cor ocupa mais espaços, e isso quando elas caem naturalmente, que acontece em torno da época da Feira.

E por falar em tempo, andaram dizendo por aí que de agora até o final do ano teremos apenas mais uns dez dias de sol, e o restante de chuva. Olha, isso é muita chuva. Considerando que isso foi na semana passada, e hoje foi um dia super bonito, e semana passada também teve sol, então quer dizer que nos restam apenas uns sete dias, talvez oito dependendo do quão ensolarado tem que ser o dia pra ser considerado de sol, até 2010 chegar.

Espero que São Pedro reserve um desses dias pro meu aniversário. Quero passeios de novo. (alguém se candidata desde já?)

outubro 14, 2009

Antes foi tanto, agora é só foto.



(esta de cima é propositalmente fora de foco, ehehehe)




Tanto tanto tanto.

Essas duas últimas semanas têm sido de uma delícia geral, e o final de semana foi a cereja do bolo.

Ok, é claro que tudo tem seu preço e o que eu tenho que pagar é ter que voltar para o Irã, e ter que ouvir mais um tanto de barbaridades de Ahmadinejad e de seu comparsa, Aiatolá Khamenei. No último episódio eu havia contado que tinha entrado em contato com a Anistia Internacional. Pois bem, não deu muito certo, mas isso fica pra ser explicado depois, que eu vim aqui pra falar de coisas boas.

Sexta, um casamento. Sábado, um almoço e um revival. Domingo, visitas e seriados. Segunda, feriado, comemore.

Tem algumas fotos, vocês querem? Eu posto, eu posto.

Só passei mesmo pra dizer que voltei. Voltei pra cá, voltei pro Irã, voltei para a sensação de que está faltando oxigênio neste mundo e que há muitos figurantes inúteis respirando.

Tá na hora de chamar o roteirista e conversar com ele de pertinho. Antes que as bombas atômicas comecem a explodir de verdade.

outubro 07, 2009

Agora já dá pra falar


Pois é, esse é o convite oficial.

Há um tempo tirei umas fotos lá no Mercado pra participar do Concurso. Não achei que fosse tão longe, porque na semana em que fui tirar as fotos chovia pra caramba e todas ficaram meio escuras, lúgubres.

Mas mandei. Aí esses dias recebi um email me avisando que uma das minhas fotos já estava selecionada entre as 30 que fariam parte da exposição comemorativa dos 140 anos do Mercado Público.

E a exposição começa hoje.





A foto escolhida pode ser uma dessas aqui da colagem acima.

Quem estiver por Porto Alegre está mais que convidado a passar lá e ver.

E me dizer depois o que achou.

Essas aqui embaixo são de um outro dia que fui lá tirar fotos.


Todas as imagens se ampliam se você clicar nelas.

Ah sim, estou indo lá depois e tiro uma foto da foto pra postar aqui! (adoro metalinguagenzices!)

setembro 30, 2009

Eu quero isso!


De acordo com a revista da Cultura de julho, a moda agora são os lofts que escritores alugam para conseguirem produzir com um pouco de tranquiliade, num espaço à prova de preguiça e perturbações do dia-a-dia, como telefone, gato, cachorro, essas coisas que distraem a gente.
E chama Paragraph! E tem café e armário, e wi-fi e impressora, e gente escrevendo.
Como diz a LanGer, se a gente se junta pra ler o que escreve, por que não se juntaria para escrever?
Será que demora muito pra essa idéia chegar aqui?

setembro 28, 2009

Faltou a surpresa!

Surpresa com P e que não era pneus novos, nem o Papai Noel.

Delícia!