maio 24, 2008

For Self Portrait Challenge - Fresh

This was originally posted at SPC, and it was supposed to be published yesterday (Friday), but some connection and technological problems (and, ok, a bit of lack of patience from me) stopped me from posting.


I was angry and frustraded because I couldn’t make things work - simple
computer comands, read from a confusing user’s guide made everything even worse.
Then I realized I wouldn’t be able to fix the problem and make the wireless
connection work properly on time for me to write to you while Friday was still
going on, even if it was the last few minutes of Friday.

And it got me thinking about the meaning of fresh, so I looked up in
the dictionary (now, after Friday, away from home). Most of the definitions
stated are actually opposite ideas, they say what’s not fresh to build the
meaning of fresh.

I don’t know about you, but as I was looking for images of fresh to
register, I realized how intangible the idea of fresh is, and how hard can it be
to translate it to images.

But the good part is that not everyone found the same photographer’s-block
as I did, and the portraits this week were even better than the last!


Here some of the great photos people sent this week.






This is from DreamBird Designs.









This is from TheKindergartenerinme.



This one (a great one!) is from SunnybrookFarmDesigns.







And this, the loveliest of all, from Amarettogirl.

I'm not sure if the photos will be seen ok at SPC, because the uploading tools wasn't giving me a correct link for the uploaded images.

(I hope the bug is only on my computer.)

Now that the storm (metaphorical storm, these past two weeks that I was involved with Boyfriend moving and the Creative classes - great, by the way, a post about it coming up - and the discussion group at work) is over and the temperature outside is back to normal (cold and autumn-windy) I intend to keep up with this blog and perhaps start some other projects I have in my head.

The good part is that, stormy or not, my cell phone kept sending the images to this project on the days I couldn't login and post, like yesterday, when I spent almoust three hours trying to make a simple text be published and it didn't work out.

(I hope the bug is not on my computer, but it was somehow in the web, being fixed already by now.)

maio 20, 2008

For SelfPortraitChallenge - Fresh

Moving is always a fresh start. Even though it can look messy and tiring at the beginning.

maio 10, 2008

Sábados. Ah, os sábados.

Desculpem a falta de tempo, de jeito, de palavras, de explicações e espaços.




A vida anda corrida. Anda muito corrida, sabe.




Mas tenho algumas coisas boas acontecendo. Coisas muito boas.






Prometo atualizar. Prometo interagir mais.




Mas, sabe como é, esses sábados. Ah, esses sábados!

maio 07, 2008

Novidades no front

Além de um casaco liiiiiiindo, roxo, fofo, quentinho, como pode ser visto aqui (com a adorável companhia da minha amiga elétrica, Cíntia, que não escreve nunca), o Projeto Imagem por Dia, a partir de semana que vem, contará com um espaço para participações especiais.


Quem gostou da idéia (Vica, por exemplo, ou Pam) pode mandar uma foto sua que tenha publicado no seu blog ou flickr, com o link do post, e a foto ficará por uma semana lá exposta.


Em nome das outras autoras, Dani e Leila Motik, digo que aguardamos ansiosas as primeiras participações.


In English now:


I don't know if you have already seen the Photo Project my friends and I are developing, which is similar to the Take-a-Photo-a-Day, presented to me by Photojojo.com, and it is, simply, to take a picture each day, for each one of us, and then post it, for a whole year, non-stop.


We, Dani, Leila Motik and I, started it at April 30, and except from a couple of days Leila was out in the real world and didn't post, we've been pretty disciplined.


And since it's such a good idea, and we love to share good ideas with others, beginning next week, the Photo Project will accept photos from readers and friends, posted in blogs or flickr, with the specific link to it. The guest images will remain for a week posted.


My friends and I can't wait to receive the firsts images!

Maluquices do meio da noite

Geralmente depois de fechar os olhos e cair no mundo dos sonhos, eu durmo super bem. Quando durmo, é verdade, porque o Senhor Sandman - aquele um que carrega um saquinho de areia e joga a areia nos olhos das pessoas para que as pálpebras pesem e as pessoas sintam sono e durmam bem até o dia seguinte - tem chegado em mim de mãos vazias. Aí até ele voltar e trazer uma nova porção de sua areia mágica, já é muito tarde e eu já fiquei horas e horas no vazio da insônia.

Ontem era dia de ver filme com Boyfriend, e assistimos a Sleuth, filme estranho, diferente, mas bom. Aí que o filme é curtinho, e mais o frio e mais as cobertas e tudo, me embalaram tão bem que mal acabou a história, dormi. E dormi tão bem que lá por quatro horas da manhã abri os olhos, como se fosse quase hora de acordar, e fiquei esperando pela luz entrar pela janela. E nada.

Aí que eu estava louca de vontade de acordar Boyfriend para conversar com ele uma porção de coisas que não tinha falado ainda, coisas que me aconteceram desde segunda feira mas que, por causa de outros assuntos mais urgentes nas conversas, acabaram ficando de lado.

Só que ele tem o sono super leve, e estava com medo de acordá-lo (porque daí inevitavelmente eu cairia no sono no primeiro instante deixando-o acordado até a noite do dia seguinte, como já aconteceu antes), então tentei me revirar pra lá e pra cá o menos possível e, na total loucura da pessoa, comecei a enumerar mentalmente os imeiles que escreveria assim que chegasse no trabalho. Alguns escrevem press-rilís nesses momentos, eu escrevo imeiles e mais imeiles. Com variados assuntos, diversas argumentações. Tinha um, inclusive, com citações com direito ao link para a busca do Google e tudo.

Como eu não queria acordar Boyfriend e a urgência de todos os assuntos e novidades estava me matando, fiquei escrevendo mentalmente a mensagem que mandaria pra ele assim que chegasse no trabalho. Aí eu devo ter dormido, porque não me lembro de ter assinado, não me lembro de ter recebido resposta (sim, porque além da loucura de redigir os imeiles, eu já conjecturo as possibilidades de respostas, e como faria a réplica a essas hipotéticas respostas. E, bem, sim, tudo isso de olhos fechados, ao mesmo tempo que penso ainda estar acordada quando deveria estar dormindo e tentando medir o tempo que isso tudo leva. Um caso perdido, eu sei.) mas lembro que acordei bem contente pela manhã.

Desnecessário dizer que não, não me lembrava da redação de nenhuma das mensagens e sequer lembrava da lista de mensagens a serem enviadas. O que me faz concluir de que eu realizo com tanto afinco e dedicação as tarefas em estado de vigília, que o meu inconsciente assume que estão realizadas, o que me deixa bem perdida no dia seguinte.

Talvez eu devesse considerar uma outra forma de combater a insônia, nessas noites perdidas. Acho que terei que escolher um país para enumerar os estados em ordem alfabética.

No início eu usava o Brasil mesmo, mas são apenas 27, e as aulas do colégio ficaram tão bem gravadas que chegava até o final e depois tentava de trás pra frente e nada. Aí foi mais ou menos na época do intercâmbio que eu passei para os estados Norte-Americanos. São cinqüenta, pensei, tenho entretenimento para várias noites. Realmente, chegava lá por Mississipi e eu já estava dormindo. Mas aí teve um dia que eu cheguei a Ohio, e depois cheguei a Tennessee, e daí pra Washington (e porque eu sempre esquecia de Wyoming e nunca chegava lá) e pra perder a graça foi um pulo.

Da próxima vez tentarei os países da Europa. Se bem que espero que da próxima vez - quer dizer, não esperando que haja uma próxima vez, mas considerando a possibilidade - eu não sinta tanto frio ou preguiça para me levantar e buscar meu caderninho e uma caneta, ou de repente esteja prevenida e já tenha deixado o caderninho e a caneta ao lado da cama, para que possa efetivamente escrever, e deixar registradas as palavras e frases - sempre tão bem construídas, devo ressaltar! - que são realidade só na minha cabeça. Assim ao menos posso passar a considerar as listas e mensagens realmente escritas, em vez de assumir que sim e esquecer do assunto e passar adiante.

maio 06, 2008

For SelfPortraitChallenge - Fresh

For us down the Equator, May represents the beginning of Autumn.

But I couldn't be marveled by this great fresh blue sky.

And considering we here in Porto Alegre spent the last five days under the weather, literally (an extratropical cyclone was "parked" over the whole state and forgot to go back to the ocean, leaving us with windy days, some destruction, several old trees down and gallons and gallons of non-stopping rain), to face this pure-blue, golden-sunned sky, felt like be given a new opportunity for a fresh start.




(check out more freshness at SPC)

maio 04, 2008

Porque os ciclones chegam e varrem tudo.

Mas vão embora.

Assim como - triste - vão embora as visitas boas da cidade, mesmo que a gente queira que elas fiquem mais tempo.

Os ciclones, que fazem bagunça e que destroem árvores e que deixam pessoas desabrigadas e sem água e sem luz, a que chamamos extra-tropicais, e que vêm do oceano para descarregar sua energia em cima das nossas cidades, no continente, uma vez esvaziados - ainda bem! - vão embora.

A árvore na frente da minha casa foi derrubada pelos ventos. As raízes ficaram expostas e levantaram toda a calçada. Os passarinhos - dezenas de passarinhos que cantarolavam pela manhã e no final do dia, todos os dias, criando uma trilha sonora única para quando eu chegava em casa - terão que arrumar um outro canto. Milhares de pessoas, que moram à beira do Guaíba e dos rios da região, também ficaram sem seus galhos. E é triste ver toda essa destruição.

Ao menos uma coisa boa. É sempre depois das enchentes que as terras ficam mais férteis. E isso sempre é bom. Mesmo que metaforicamente.

E enquanto as sementes não começam a germinar, é hora de limpar a sujeira, arrumar a casa, deixar tudo em ordem. E esperar que o próximo ciclone que vier seja mais metafórico que real.

maio 03, 2008

Uma foto

Porque a vida anda agitada, e os eventos não me deixam parar quieta.

Prometo contar mais, adiante, do cabelo (sim, eu cortei sozinha, uma parte, ao menos!), das visitas (oba!), dos passeios, dos projetos (fotos, fotos, fotos e mais fotos), entre outras novidades.

Mas acontece que há um ciclone extra-tropical à solta, achando que pode estragar o dia, ou, em anglo-saxão, thinking it could rain on my parade. E apesar de isso atrapalhar um pouco os planos - só um pouco - não estraga em nada a diversão.



(Foto tirada na madrugada, quando o Dilúvio estava batendo nas pontes da Ipiranga)



(para saber mais sobre esta foto, ver aqui)

abril 30, 2008

Tudo ao mesmo tempo

Então, hoje é véspera de feriado. Então que hoje a cidade (a minha cidade!) recebe uma visita especial.


E hoje a Dani, a Leila e eu começamos um projeto muito legal, que é tirar uma foto por dia e postar uma foto por dia. Uma de cada uma. Uma por dia. Durante um ano.


Eu já coloquei a minha, que tem a ver com esta daqui,


Que significa que sim, cortei o cabelo de novo. Uma parte no salão e, não satisfeita, cortei mais quando cheguei em casa.

Ainda não me acostumei com o cabelo. Já com a camera na bolsa todo dia, não, com isso não terei problemas!

abril 28, 2008

Depois do fim de semana

A chuva veio, e com força, e me deixou ainda mais consciente do quanto a falta de sono e as poucas horas dormidas nas últimas semanas estão me afetando.

Por isso, hoje eu vou comemorar. Estou oficialmente indo dormir antes da meia noite hoje.

Portanto, câmbio e desligo. Até a próxima.

abril 25, 2008

As histórias


Ontem, quer dizer, dia 23, foi dia de São Jorge (já falei sobre isso ali) e também foi dia Mundial do Livro (sobre o que também já falei).


O que eu não falei foi sobre as fotos abaixo. Foram tiradas lá na Igreja, enquanto os padres davam bênçãos e as pessoas esperavam pelo início da missa e rodeavam o cercadinho em volta da imagem do santo, pedindo para que os atendentes - a equipe da igreja, que estava trabalhando no evento - passassem suas rosas, suas imagens, seus objetos pessoais mais diversos (chaves de carro, chaves de casa, carteiras, talão de cheques, crianças, até capacete de moto passou ali) no manto da imagem, numa transformação mágica em que os meros objetos passam a ser amuletos. Interessante foi ver o desespero das pessoas para receberem folhas de espada-de-são-jorge que foram passadas embaixo do manto da imagem. Quanto mais a pessoa aparentava ser de classe social mais alta, mais desesperada parecia estar, querendo furar a fila, passar na frente, pegar a folha maior.


Aí começou a ficar escuro. Aí começou a missa. Arranjei um cantinho na escada que levava para o órgão, no fundo da nave da igreja, sentei ali e fiquei observando. Fiquei observando e escrevendo os bilhetinhos para colocar nos livros (este e este) e esperando.




Olá. Se você achou este livro, ele agora é seu. Dia 23 de abril, além de
ser dia de São Jorge, é dia Mundial do Livro, e a tradição que começou há muitos
anos na Espanha diz que neste dia devemos deixar um livro solto pelo mundo para
que ele encontre o seu leitor.
Portanto, parabéns, Leitor! Espero que você goste do presente e que possa,
no próximo ano, deixar também um livro solto para que mais alguém o encontre.
(mais ou menos o que dizia o bilhete dentro dos livros)


Aí eu saí dali, ia começar a procissão, da qual eu não estava afim de participar. Fui até o santuário (ou seria velário o nome correto? Bem, a salinha anexa onde as pessoas estavam acendendo suas velas) e entrei na fila para pedir a bênção do São Jorge, que constava de esfregar o manto sobre a cabeça, como quando se está em Compostela e se deve entrar por um lado da catedral, colocar a mãos aos pés de Santiago e dizer "Santiago, aqui estou", como um sinal do fim da peregrinação. Ok, eu pensei em todas aquelas pessoas e considerei quanto tempo estaria aquele manto ali e, bem, segurei a barra do tecido sobre a cabeça, não exatamente na cabeça, mas com uma quantidade de ar - pequena, mas existente - no meio. Eu respeito as tradições e as sigo, desde que não interfiram na minha frescura crônica.


Dei a volta na mesa em forma de cruz (algumas fotos no post anterior, mais fotos no flickr), fiz uma oração sincera, acendi a minha vela e a partir daí me senti liberada para deixar aflorar a jornalista em mim. Tirei várias fotos, conversei - small-talk - com algumas pessoas e fui até o salão paroquial, lugar ideal para deixar o primeiro livro.


Que lindo! Sério, muito emocionante. Tentei não chamar muito a atenção e me deixei ficar numa mesa perto de onde um grupo grande estava sentado. Tirei algumas fotos e simplesmente me levantei, deixando o livro-mais-bilhete-mais-rosa sobre a mesa. Louca pra virar pra trás pra ver se alguém tinha notado. Morrendo de curiosidade de saber quem pegaria o exemplar. Sem caber me mim de vontade de me esconder e ficar observando e tirando fotos.


Mas segui em frente.


Encontrei ainda uma senhora vestida de Rei Mago e consegui tirar uma foto dela. A foto ficou meio sem foco, estávamos atravessando a rua, em pleno corredor de ônibus, e eu estava com medo que o sinal abrisse. Mas ficou interessante, e ela adorou que eu tirei uma foto.

(ela fez questão de que a igreja aparecesse ao fundo)



Aí, na volta pra casa, deixei o outro livro no ônibus, no banco vazio ao meu lado. Louca pra virar pra trás pra ver se alguém tinha notado. Morrendo de curiosidade de saber quem pegaria o exemplar. Sem caber me mim de vontade de me esconder e ficar observando e tirando fotos.



Mas segui em frente. Até porque tinha que ir pra casa. Arrependida de não ter trazido mais exemplares, pra ter deixado um em cada canto da cidade.

abril 24, 2008

Histórias por trás das imagens
























Ok, é preguiça mesmo.
Mas é só por hoje. Depois eu conto!




abril 23, 2008

Dia de São Jorge

Eu ia procurar uma imagem no Google, mas aí me lembrei que tenho uma aqui em casa. E munida da camera e de um tantinho de insônia, alguns minutos e photoshop depois, tenho a minha própria imagem.
São Jorge é o padroeiro de Portugal, da Catalunha, da Inglaterra, da Lituânia, da Geórgia e de alguns outros países.
São Jorge é o santo guerreiro, aquele que foi torturado por sete anos e por sete anos manteve sua fé.
Em 23 de abril morreram Shakespeare e Cervantes, e a comemoração popular, que já vinculava São Jorge à cultura (uma rosa e um livro, diz a tradição), virou também dia mundial do livro, comemoração adotada pela Unesco e espalhada pelo mundo, que prega espalhar livros pela cidade, na esperança de que serão adotados e repassados no próximo ano.
Para quem é cristão, tem até como pedir uma oração por telefone; para quem é devoto, tem orações específicas; para quem aprecia de longe, tem música aqui, aqui e aqui; para quem tem fé, basta se inspirar.
Eu estou vestida com as roupas e as armas de Jorge.
Para que meus inimigos tenham pés e não me alcancem.
Para que meus inimigos tenham mãos e não me toquem.
Para que meus inimigos tenham olhos e não me vejam.
E nem mesmo pensamentos eles possam ter para me fazerem mal.

(Na dúvida, é melhor jogar no time dele)

abril 21, 2008

O que faz o mundo chorar

Esqueci de contar que minha camera voltou!


Sim, isso significa muito mais fotos daqui pra frente!

Essas aí de cima são da minha futura exposição, que chamarei de "O que faz o Mundo Chorar".

Going movie crazy

Vários filmes neste feriado. Nada muito além disso, filmes, descanso, amigos.

(Não se preocupe, este é um post spoiler-free!)

Pra mim, o melhor é Lars and the Real Girl, que eu nem sei se saiu no Brasil, mas é uma história adorável, que mostra como a sensibilidade e a colaboração podem melhorar a convivência e, de repente, resolver alguns problemas individuais. O Lars (o talentosíssimo Ryan Gosling) é um rapaz solitário que não sabe como se relacionar com as pessoas. Até que ele conhece Bianca, pela internet, e a traz para casa.



O problema, como vocês podem ver, é que a Bianca é uma boneca, uma real doll, só que, para ele, é uma pessoa real. Com a desculpa de tratar Bianca, a médica da cidade deixa a boneca na sala de exames e passa a conversar com Lars, para tentar encontrar a causa dessa ilusão. Acontece que no meio do caminho toda a cidade se envolve com o problema, e passa a tratar a Bianca como uma pessoa de verdade também.


O legal é ver que as pessoas compreendem o problema dele, percebem que ele precisa de ajuda e de apoio. E que a percepção de que todos temos defeitos, em diferentes níveis de loucura, faz tudo parecer tão mais fácil.


Recomendo. Se alguém quiser e não puder encontrar na locadora, eu posso gravar.



O outro filme é Cloverfield.

Bem mais ou menos. O argumento é bom, e o filme começa bem, mas a insistência em alguns diretores em fazer o inverossímel parecer comum e possível nas situações mais absurdas faz tudo ir por água abaixo. Não dá pra forçar a barra, sabe.


Sem ser spoiler (não, eu não vou dizer nada que você provavelmente já não saiba sobre o filme), eu pergunto: faz sentido você voltar para resgatar alguém que está embaixo de uma parede, do outro lado da cidade, bem no meio dos ataques, quando a cidade está sendo atacada por um inimigo ainda desconhecido e o exército está nas ruas te mandando sair dali o mais rápido possível? Ok, até aí, tudo bem. Mas você volta sem estar preparado, não pega armas nem nada. E a pessoa (your sweetheart) tem um cano atravessado no ombro esquerdo. E você, claro, sem qualquer preparo médico ou noção de primeiros socorros simplesmente ergue a pessoa, separando-a do cano, e amarra sua camisa ao redor do ombro da pessoa, que não morre de hemorragia nem nada. Aí é que começa a ficar tudo muito forçado. Aí a coisa degringola.

E o filme até tem potencial, sabe, a idéia é boa, e o início mostra algumas boas cenas de susto. Só que tudo se perde.


O outro filme, Awake, tem a Jessica Alba e o Hayden Darth-Vader Christensen, e tem um ótimo argumento, mas o início é meloso demais, e não fica bem claro porque essa situação de anestesia consciente que eles descrevem logo que o filme começa acontece com o Clayton, que é o personagem do H. Christensen.


A idéia é boa, só que eu achei o filme médio.



Aliás, com exceção feita à Lars, eu ultimamente tenho achado todos os filmes mais ou menos. Vai ver que o fato de ver muitos e muitos filmes, de todos os tipos, está me deixando mais chata e crítica e exigente. O que é bom por um lado, mas me deixa bem desanimada com os filmes que tenho assistido, e torna bem mais complicado para um filme me surpreender.

Ah, sim, o último da lista, Southland Tales, tem a Buffy Michelle Gellar, tem o Dwayne Johnson (formerly known as The Rock), tem o Stifler (Seann William Scott), tem até o Justin Timberlake, o que não tem é um foco. São várias idéias ao mesmo tempo, jogadas num liquidificador futurista pessimista sem muito sentido.
Esse não me segurou nem trinta minutos interessada e eu dormi.
Alguém viu algum filme bom ultimamente para me recomendar?







abril 18, 2008

The absurd of the day

Are you aware that I woke up as a cat yesterday?



Interested on knowing more?



You can read about it in here, where there're a bunch of other nice stories that are not so absurd as the seem.





(This is me looking in the mirror.)

(Oh, yes, before I forget, let me just say that I just love being a part of SPC)

abril 16, 2008

Mais uma da série Filha do Silêncio

Esses dias todos têm me lembrado muito da criativa e deliciosa campanha Got Milk, especialmente a do Alexander Hamilton.



Vamos ver se funciona:




Se não funcionar, clica aqui.

Eu não bebo leite, mas vou ali tomar mais um litro de água, temperatura ambiente, e tomar meus remédios.

Das coisas engraçadas do silêncio

É engraçado participar de diálogos e conversas e estar assim num momento de silêncio forçado. As pessoas não percebem, mas o fato de não me ouvirem - e não olharem para os meus lábios enquanto eu tentava balbuciar alguma coisa sem que a voz saísse - fazia de mim um mero acessório, um enfeite, uma presença vazia, mas uma validação das conversas que elas continuavam por si mesmas, sem precisar muito de mim.

Uma pessoa me perguntou se eu estava rouca. E na mesma hora se deu conta do quão boba foi a pergunta, dizendo, mas que bobagem, claro que vc tá rouca. Acontece que eu respondi, disse, não, não estou rouca, isso é charme. Mas a pessoa não ouviu.

Outra pessoa me confessou estar adorando conversar comigo neste estado, porque não precisaria parar, me dar chance de responder, e mesmo que eu quisesse reclamar, a voz não sairia e ele não ouviria, e poderia continuar falando sobre o que quisesse.

Uma pessoa, um homem, comentou - querendo ser engraçadinho - que o meu namorado deveria estar bem contente de me ter naquela situação, e que ele apenas queria que a mulher dele pudesse ficar assim por uns dias. Machista, mas engraçadinho. E de repente a mulher dele fala sem parar e é ele quem tem que viver na terapia do silêncio a maioria dos dias, o que não faz dele uma pessoa ruim, apenas alguém que não é ouvido o suficiente.

Acontece que eu ouço. Geralmente eu sou boa ouvinte. E, devo confessar, quando é para falar de sentimentos - os meus, para ser mais específica - sou muito melhor ouvinte do que falante. E, às vezes, quando me meto a dar uma de conselheira, em alguns momentos continuo a ser melhor ouvinte do que falante.

Só que eu adoro falar. É horrível dizer, eu sei, mas eu gosto do som da minha própria voz. Vai ver que por dentro o som não fica tão ruim quanto deve ser ouvi-la sob a perspectiva das outras pessoas (em breve o programa Livro Aberto estará no youtube, aí vocês podem decidir por si mesmos), e isso me engana um pouco. E é disso que talvez eu esteja sentindo a maior falta. De me ouvir.

Mas o mais engraçado é ver as pessoas, nas lojas, meus colegas, clientes, todos, que conversam comigo e ouvem os meus rumores automaticamente baixam o volume de suas vozes e começam a sussurrar também, e chegam mais perto. Quase como se fosse um segredo. Num gesto automático, bem humano, de imitação. Quando elas se dão conta, estão quase quase se comunicando no mesmo nível de praticamente-sem-som que eu, sem perceber. Eu só posso rir.

E se isso tudo de ficar sem voz não estivesse começando a me incomodar, até poderia pensar em fazer um estudo sobre isso. Mas, ah, deixa pra lá.

Terapia do silêncio

E não estou nem falando de não escrever aqui no blog. Estou falando de não falar mesmo. Não usar a voz e todas as conseqüências disso, como não ser compreendida ou nem considerada.

Desde quinta feira passada tenho sentido dores de garganta e febre e todas essas coisas flu-related, mas a voz sumiu mesmo no sábado.

Não, não gritei, não fui em jogo, não bebi nem nada. E no sábado à noite quando fui ao aniversário de um amigo, fiquei quietinha, com mantas e casacos, protegida do vento e do frio. Claro que segunda a coisa piorou, porque ir ao trabalho e não falar é meio impossível, e o fiapo de voz que ainda me restava se esgarçou. Ontem foi pior. E hoje, cansada da dor, da tosse e dos espirros, fui ao médico. Que, wisely, me recomendou repouso vocal, além de alguns remédios. O que, na prática, significa dois dias em casa.

OBA!

Ok, até agora não fui muito produtiva, mas ao menos estou sendo obediente. Nada de conversas, nada de diálogos inúteis, nada de respostas sem-paciência para perguntas chatas, nada de telefonemas.

OBA!

A parte ruim é que não sei quando terei a minha voz de volta (e, de repente, se não fosse pedir muito, ela pudesse voltar menos esganiçada...). Até lá continuarei meio Ariel na Little Mermaid, claro que sem caminhar por milhões de pontas de faca a cada passo (apesar de adorar a versão Disney, esqueçam-na por um momento e busquei a versão conto0de-fadas original. Recomendo.), mas experimentando o mundo de uma maneira mais pensativa, contemplativa e quieta.

(Só espero que eu não enlouqueça antes de melhorar. E nesse meio tempo, tento escrever mais pra compensar o silêncio.)

abril 11, 2008

Subestimação e surpresa

Sempre acho que pessoas espertas não me subestimam, quando me conhecem ou quando me pedem para que alguma tarefa seja realizada. Ok, pessoas espertas E educadas não subestimam ninguém, em nenhuma situação. Simpatizo com quem consegue me enxergar mais para além da loirice (ah, os estereótipos!), dos ataques de five-year-oldism e do esganiçado da voz, são pontos extra que a pessoa pode ganhar comigo.

No geral, me irrita profundamente ser subestimada. Mas o prazer de provar a pessoa errada, de mostrar a ela sua pequenez, de deixar claro ao mundo o quanto essa pessoa foi tosca e míope e incapaz de ler os sinais e as entrelinhas, ah, isso é ótimo, e lindo, e até compensa toda a irritação.

Não, não me atrai a vingança, não é a isso que me refiro. Falo da cara parva e paralizada que a pessoa geralmente faz quando tem que dar o braço a torcer - não por nenhuma disputa ou qualquer coisa, e sim meramente por encarar os fatos como são - e voltar atrás, desdizer-se, admitir, sob qualquer forma, que me subestimou, que me mediu com sua própria régua (pequena, sabe, dessas que a gente carrega na mochila e perde entre os livros) e que admite então que se enganou.

Se isso é em público então, puro deleite!

abril 10, 2008

Melhor diálogo dos últimos tempos

Copiado e colado na íntegra de conversas furtadas, mas devidamente creditado.

MÃES E TECNOLOGIA SEMPRE DÃO CALDO
— Filha, como faz mesmo pra desligar
a tela [do laptop] pra poupar energia?
— Só abaixar a tampa.
— Eu fiz isso, mas olha: eu leventai e ela tava acesa.
— Mãe, sabe a geladeira?

É o tipo de resposta que eu daria. Não importa com quem, não importa o assunto.

abril 08, 2008

E, oi, é, estou aqui.

Sim, estou viva, estou por aqui. Um tanto desligada, um tanto em momento-concha, mas ainda por aqui.

Ainda não me perdi. Ainda não esqueci a senha. Ainda não desisti completamente (até porque não farei mais isso, uma das minhas metas pessoais: seguir adiante com os projetos) nem mudei de endereço.

Ando um tanto contrariada. Muito trabalho e pouco descanço. Ar muito frio por dentro e muito muito calor do lado de fora. Um tanto de dor no corpo e muita dor de garganta. Muita insônia e um tanto de writer's block.

Nada que não passe. Nada que uma pororoca de lua crescente não carregue e destrua e bagunce e, no meio de isso tudo, revire a terra e as idéias e me obrigue a reconstruir tudo e pensar sobre a reconstrução, sobre o melhor modo de reconstruir tudo. Se num momento há cheias e inundações, no momento seguinte há a terra fértil e a colheita farta, e assim segue a vida, ciclicamente.

Ainda não me perdi de todo, sabe, então me dê tempo ao meu tempo. Daqui a pouco tem a colheita, e também isso toma tempo. E eu garanto a qualidade dos frutos.

abril 03, 2008

Sentimentos de outono

Nada se compara com sentir friozinho ao cair da tarde, quando o sol já se escapa do céu para o outro lado do mundo.

Nada se compara com dormir abraçadinho e não ficar com calor.

Nada se compara, para mim, a dormir com o barulho da chuva. Que, agora, as we speak, pode ser comparado a uma orquestra sinfônica completa, tão alto e forte e harmônico o som que me chega até aqui.

Ainda mais quando invade meu quarto trazendo consigo um aroma de jasmim.

março 31, 2008

A party this good

You can tell a party was good by looking at how it ends. This, as you could see by the shoes off, the glasses half empty, and the joy on everyone's faces, at about four in the morning when the last waiters asked us to leave so they could go home as well! Those hanging shoes are mine and they needed a rest way before I did!

março 29, 2008

D-Day

Estou com sono, acordada já há algum tempo, já perambulei pra lá e pra cá em busca de últimos detalhes para a festa do casamento.

Não, o casamento não é meu, e se fosse meu certamente não teria tanta pompa e formalidades, mas estou achando tudo muito lindo, e estou me divertindo (eu ainda tenho que contar do dia do ensaio, não me deixe esquecer!) e, confesso, acabo me envolvendo e me empolgando e querendo participar. Mesmo que não seja o meu sonho, mesmo que não seja como eu faria, eu acabo me empolgando.

Agora falta pouco. O vestido precisou ter a barra feita, e era pra estar pronto ontem, e não. Um lado ficou maior que o outro... sim, você consegue conceber uma costureira que tenha marcado uma barra errada? Comprido na frente e curto atrás? Nem eu, nem eu.

Depois, cabelo, maquiagem, uma dormidinha básica e, festa.

Prometo escrever mais assim que me recuperar.

Um beijo, da Power Ranger Vermelha (ou, teamleader da equipe da direita, ehehehehe)

Este e o vestido! Detalhe: foto enviada

Este e o vestido! Detalhe: foto enviada do meu celular diretamente para este post! (Eu amo este mundo caótico conectado e tecnológico!) :-)

março 28, 2008

Três coisas boas do dia de hoje!


1. Hoje é sexta-feira!

2. Hoje é sexta-feira!

3. Hoje é sexta-feira!

Com direito a bônus:

4. Hoje é sexta-feira!

março 27, 2008

Feliz aniversário para a cidade!!

Não, não vou cantar a musiquinha que diz o quão demais a cidade é. Ela é. Demais e várias outras coisas. E é minha. Como um livro eu a leio, passo meus olhos pelas calçadas e entendo todas as passadas que já ouviram, os passos duros da história, as passadas leves da paixão, os caminhos tranquilos dos velhinhos, entendo tudo isso porque entendo a cidade. Eu vivo a cidade. Eu pertenço a ela tanto quanto ela me pertence, e por causa disso não preciso cantar os versos repetidos infinitas vezes, das gôndolas do supermercado para outras cidades do mundo. Não preciso dizer que é nostálgico pensar em ruas da cidade pelas quais talvez não passarei, porque seria por demais clichê.


Não preciso traduzir nas palavras de outros o sentimento que me faz pular um pulsar de ventrículo sempre que passo pelas ruas tão lindas com o brilho do sol que se reflete no Guaíba se multiplicando pela cidade refletido nas fachadas, nas janelas, nos capôs dos carros no engarrafamento, nos copos gelados pelos bares e calçadas.


Basta dizer que é a cidade onde nasci. Onde sempre estive, mesmo que longe (mesmo que ame ame ame Curitiba com todas as forças por tudo que aprendi por lá.). Para onde sempre voltarei, provavelmente. Porque não é apenas a cidade onde nasci. É a cidade onde me dei à luz, a cidade que se fez luz no meu caminho, a cidade que me fez enxergar as luzes do mundo e ler, nas ruas, nas calçadas, nos muros pintados e cartazes descascados, as histórias do mundo. E com isso torná-lo meu, fazer da cidade parte da minha realidade, da minha intimidade. Linhas curvas e tortas e rabiscadas onde escrevo minha história.


Ok, eu sei que já passou da meia-noite, mas como não dormi, ainda é dia 26 de março. Então ainda é aniversário. Então ainda posso desejar Feliz Aniversário! para a minha cidade, para A cidade!


(copiado de littledreamergirl, resultado de uma busca por imagens.)

Muito chique

Em busca de um vestido para o casamento, caminhei pela cidade inteira, entrei em todas as lojas - das mais chiques às mais simplinhas - e nada.

Aí fui ao shopping e entrei numa loja muito legal e lá fui eu em busca dos modelitos. Separei três e no caminho para o provador aproveito para perguntar à vendedora (simpatissíssima, como eu nunca imaginei que poderia ser numa loja dessas) o preço dos vestidos.

Sentem-se primeiro. Segurem-se na cadeira. Prontos? Lá vai. Dois mil e quatrocentos reais. Ok, ok, eram uns trezentos e alguma coisa. Mas a parte do dois mil está certa.

Espantada, pergunto o motivo do vestido custar tão caro. Ela, super atenciosa, me explicou que o vestido era de seda pura, bla bla bla, e que o corte era ótimo, bla bla bla. Ainda pensei, bem, se é tão caro, e se é tão bom, e tudo, então o vestido tem que ficar perfeito. No mínimo.

Certo? Errado. Ficou todo engruvinhado (isso é uma palavra?) na altura do seio, e o zíper lateral criou umas lombadinhas horríveis, e a saia, bem, apenas digamos que corte ótimo não significa necessariamente caimento ótimo.

A vendedora ainda ficou tentando disfarçar, mas estava vísivel que ela também ficou decepcionada com o resultado do tal vestido perfeito. Todos os outros - os "baratinhos", se comparados com o preço do "perfeito", ainda que way far from my budget - ficaram ótimos. Um não era uma cor que me favorecesse (lembrei da comunidade do orkut, da luz que favorece, alguém sabe sobre o que fala mesmo?) - coral não é uma cor que fique bonita em pessoas, ok, talvez só em paredes de Miami -, outro era muito parecido com o vestido que já tenho (e, bem se é pra comprar uma coisa quase igual a outra que eu já tenha, que não seja sapatos e vestidos pretos, bem, então é melhor não comprar, certo?), e daí teve um* que, ah sim!, ficou lindo e perfeito e não tão decotado assim (sim, porque comigo não tem essa de não-decote definitivo, a menos que seja uma blusa gola alta, e qualquer micro-decote já vira um super decote, due to my naturally big breast - which I'm very proud of, diga-se) e, melhor, versátil. Sim, porque o que mais estava me matando era saber que um vestido iria custar caro e que eu teria poucas chances de poder usá-lo em outras ocasiões, ou por ser chique demais ou por ser formal demais.

E aí todos os problemas se resolveram. E meus pés até que pararam de doer um pouco. E eu comecei a pensar que as coisas estão dando muito certo, afterall!

* São altas as chances de haver fotos na sequência. Stay tuned!

março 25, 2008

Resquícios do fim do verão


O céu fica cor-de-rosa porque a tinta que o Coelhinho da Páscoa usa para pintar os ovos escorre até as nuvens.

Standing outside the fire

Como me disse um amigo meu, há um tempo atrás,
a vida é de se consumir dentro do prazo de validade. Depois que ele expira, não
adianta querer envenenar-se.




We call them cool
Those hearts that have no scars to show
The ones that never do let go
And risk it the tables being turned

We call them fools
Who have to dance within the flame
Who chance the sorrow and the shame
That always come with getting burned

But you got to be tough when consumed by desire
'Cause it's not enough just to stand outside the fire

We call them strong
Those who can face this world alone
Who seem to get by on their own
Those who will never take the fall

We call them weak
Who are unable to resist
The slightest chance love might exist
And for that forsake it all

They're so hell bent on giving, walking a wire
Convinced it's not living if you stand outside the fire

Standing outside the fire
Standing outside the fire
Life is not tried it is merely survived
If you're standing outside the fire

There's this love that is burning
Deep in my soul
Constantly yearning to get out of control
Wanting to fly hiher and higher
I can't abide standing outside the fire

(Sim, ok, estou com um tanto de preguiça mesmo de escrever. Se não vale música pra dizer que eu ainda ando por aqui, e bem, obrigada, mas muito mais no mundo real que virtual, será que vale foto?)

março 20, 2008

Feliz Páscoa!




From Self Portrait Challenge - Friday #3 on Politics

(this is my view on Politics for SelfPortraitChallenge, where you get to see other views and lovely portraits)



I grew up with the idea of Politics as a thing distant from me. As I grew up Brazil was in a transition moment of History, because the people were craving for changes, for more rights, for democracy at its fullest. Back then I couldn’t realize how things would change so much in so little time, but I remember sitting with my Grandfather in the couch, watching a lot of men in suits arguing and talking to each other and holding up our flag - and let me just say I was always amazed by the lively green and shiny yellow of the Brazilian flag - and also there was Fafá de Belém, a Brazilian singer, singing Brazil’s National anthem, in a way that even today still gets me emotional.



Those were Congressmen voting for more freedom for the people. That was the vote for the new Constitution, and the Militaries were officially stepping down from the Government, and the general feel was relief and a breeze of new air - new ideas, new opportunities, changes - in History.



A few years later, I felt more a part of this thing called Politics when I painted my face green and yellow and joined thousands of others on the streets to impeach and take a corrupt politic from the presidency. But it still wasn’t then for me to realize how important our actions - as little as may seem right now - for the making of History.


It wasn't only until a few years ago that I realized I, back then, was living at a turning point time in the History of my country, and then I started to understand that Politics are not distant or far. Even for those who don't want to take a stand, or don't want to get involved, it is impossible. If you live in a group, if you interact with you neighboors, it is already Politics.


This being said, the pictures that caught my eye were those reflecting the importance of the individual stand on subjects, any subject, and the influence one might have on the events of the community, or the society in general.



This one, for example, shows us that there’s no better equation for beauty than self-love, self-respect.








(from amarettogirl)

















The next one reminds us about our choices. We are what we eat, and our lives are what we make of them, and Politics are, inevitably, the sum of our choices and actions as a part of a social group.









(from anniejamaica)









But the most significant for me this week was this one. It tells me we need to teach our children about what’s right and wrong, what’s good and what’s bad, because is their duty to continue the steps we take today. And, as we are responsible for the political choices and decisions today, we have to gaze to the past as children, and avoid the mistakes made in the past, in order to grow as a civilization.






(from juneblue)














I don’t know if I was able to express my idea of Politics. Because Politics, as I see it, is not only a matter of choosing between Democrats and Republicans, it is part of every decision we make, in any level of life.

Happy Easter for those, as myself, who celebrate Easter. And keep in mind, History is what we make of it everyday.




Here a few other views on Politics that I enjoyed:

Acumamakiki

Menottesdetica

Kateswoboda

Baby-Faith

Whatitdonb

Dragonflyjourneys4women

março 18, 2008

Diarices

Que bizarro o quanto o teor dos meus assuntos aqui foi mudando.

Será preguiça de pensar? Será ansiedade por tantos acontecimentos na vida real? Será um medo da exposição? Ou será parte de um grande movimento pendular que se repete na minha vida e que me faz me aproximar muito - a ponto de não conseguir respirar - e me afastar na mesma medida -para conseguir ter novamente a perspectiva de valor - saudável e sazonalmente das coisas (e, bem, sim, também das pessoas)?

Hmmm, são tantos os questionamentos que nem sei por onde começar.

SUCH a lovely day!

Dia ensolarado e bonito, hoje.


Acordei de uma noite curta e agitada, um tanto quente demais para esta época do ano, e aproveitei o tempo na sala de espera do consultório médico (afinal, eu não tinha hora marcada, porque era uma consulta de emergência!) para atualizar minha agenda e rabiscar algumas idéias.


Aí fui tirar sangue pros exames e ao menos o enfermeiro não usou aquela coisa que fica na veia para encher os tubinhos, e não machucou muito meu braço. E isso era quase meio dia e eu estava sem comer. A coisa boa foi que ganhei um café e um pão-de-queijo por ter tirado sangue.


Uma vez que não ia trabalhar mesmo, aproveitei e levei minha camera para a assistência técnica indicada pela empresa da garantia. Não querendo ser ofensiva, mas o lugar gave me the creeps. Quando cheguei, havia um cliente reclamando de um conserto mal-feito e o atendente simplesmente comentou que o cliente deveria ter vindo reclamar antes, pois havia assinado um termo afirmando estar ciente do prazo de tantos dias para reclamar do serviço. Yâcks, eu fiquei com medo. Bem que pode mesmo ser uma coisa muito muito difícil e cara de arrumar para eles decidirem me dar uma camera nova.


Bem, saí em busca de presentes de aniversário, e isso até é uma coisa que gosto bastante, mas estava calor. E eu estava cansada. Acho que fiz um bom trabalho, espero mesmo que as pessoas gostem do presente.


Cheguei em casa cedinho, e isso foi ótimo. Tirando a incomodação do exame e da doença física em si, o dia foi ótimo. Claro, principalmente porque não fui trabalhar, mas também porque o céu estava lindo e radiante, e o azul num tom clarinho, e eu até vi uma borboleta no centro da cidade. Perdida, talvez.


Não arrumei o armário, não separei os papéis que tenho que jogar no lixo, mas tirei uma soneca deliciosa quando cheguei em casa que me curou o sono e o cansaço. E estou aqui, acordadíssima, e não sei quando vou conseguir dormir. Será que é o começo de uma nova fase de insônia produtiva? Espero que sim.


E se não fosse pela doença em si, da alteração física do corpo, eu poderia call in sick almoust everyday.

março 17, 2008

Erin Go Bragh!



Happy St Patrick's Day, everyone!!
Na dúvida, estou levando uma bolsa meio grande. Vai que eu encontro um leprechaun dando sopa por aí, já prendo ele. E só solto depois que ele me der o tal pote de ouro!


Uma avertura no Alaska

Depois de um dia inteiro vendo episódios de 30 Rock, acabamos por ver, Boyfriend and I, um filme baseado numa história real.

Into the Wild mostra a jornada de um cara - um cara normal, recém formado, cheio de possibilidades, inteligente, simpático, bonito e educado - que resolve largar tudo, absolutamente tudo, para ir viver isoladamente no Alaska. É claro que o filme o mostra como querido e bonzinho e não obsecado e egoísta, mesmo não ligando para todos os apelos das pessoas que vai conquistando pelo caminho para que fique mais um pouco, para que não se isole tanto, para que tente encontrar o que procura um pouco mais perto das pessoas que o amam.

Christopher - interpretado pelo fofíssimo e talentoso Emile Hirsch -decide que só conseguirá se curar da influência negativa da sociedade (sim, porque até dinheiro ele queima!) se estiver longe dela, mas longe mesmo, tanto é que a maior parte do tempo ele passa sozinho, caminhando, seguindo, procurando, fugindo, sabe-se lá o que se passava na cabeça do moço, e só sossega quando encontra um lugar muito alto, afastado, nos confins do mundo, coberto de neve e sem chance de contato humano.

[SPOILER ALERT ON] As coisas começam a ficar complicadas, ele se dá conta de que não consegue fazer tudo sozinho. Quando caça um alce, por exemplo, ele não consegue tirar a pele e separar as partes do bicho e defumar a carne sozinho antes que as moscas a contaminem. Nem consegue manter a mente saudável, não tem com quem conversar, não tem com quê se entreter depois de ler os mesmos livros over and over and over again. Até que chega um ponto que, de tanto procurar a felicidade, e tentar abdicar de todo o desejo e civilização - porque lhe disseram os livros de que a Natureza lhe proveria de tudo que precisasse, e não precisaria de nada mais que alguma comida, um lugar a salvo da chuva, e literatura. E ele se dá conta, quando a comida acaba, quando a água acaba, quando ele se envenena com umas plantas e não tem a quem pedir ajuda, - pior! - quando tenta voltar pra casa e não consegue ultrapassar o rio que estava baixo no inverno e que agora tem uma correnteza que quase o mata, que não basta comida, abrigo, literatura, se não se tem alguém com quem dividir isso tudo. Mas aí é tarde demais para se dar conta de que a felicidade só existe quando é compartilhada. [SPOILER ALERT OFF]

Ok, é uma história bonita, da busca de um indivíduo por auto-realização, iluminação, ou qualquer coisa assim, mas é, ainda assim, uma história individualista e egocêntrica.

Em nenhum momento ele avisou os pais, ou se despediu da irmã. Sequer usava o nome verdadeiro, e picotou documentos e cartões. E não pensou na preocupação que as pessoas sentiriam ao passar dois anos sem ter notícias dele. E não pensou que poderia acontecer alguma coisa com ele e, isolado, ninguém ficaria sabendo. Ele apenas pensou no caminho que precisava trilhar, e seguiu por ele.

Não que não seja bonito ter tanta determinação, tanto foco, tanta força de vontade e disciplina. Mas assim, fica a pergunta - ao menos para mim - qual o sentido de ter ido até lá? Provar que podia? Ok, provou, e depois? Ah, não era só isso, era para dar um tapa na cara da sociedade, então. [SPOILER ALERT ON] Bem, digamos que morrer sozinho de fome e sede e frio, num lugar isolado, para ter seu corpo encontrado duas semanas depois da sua morte não é a maneira mais adequada de chocar a sociedade ou chamar a atenção para algum problema existencial-filosófico. Mas, se não fosse isso, se ele tivesse mesmo voltado e encontrado os pais, e ter feito algo com essa sua experiência, sua aventura, de repente a mensagem poderia ser mais abrangente. Talvez não tão forte e impactante quando sua morte, mas ainda assim, ao menos para mim, seria mais cheia de sentido.[SPOILER ALERT OFF]

De qualquer forma, assistam. É bonito e tem algumas mensagens importantes.

Because I heard the call.

(From this week's PostSecret)

Because I not only feel as a freak, I know for a fact I am one. And I feel much closer to people who show some of their weirdness to the world, instead of hiding them behind a "look-how-perfect-I-am-and-how-good-I-fit-in" mask.

I am here. Weird, strange, bizarre, and proud of all of them, because they are the puzzle pieces that complete me.

(I should get a t-shirt, saying "I'm weird and loving it" on it, or something close to it.)

março 13, 2008

Pode até parecer fútil

Mas ninguém sabe a complexidade de estar em mim, ninguém pode entender a minha aflição.


Minha câmera não está funcionando direito. Precisa de reparos, de cirurgia. Precisa ficar longe de mim e sofrer intervenções nas mãos de pessoas desconhecidas cujo envolvimento com ela e conhecimento da importância que ela tem pra mim são nulos.


Tenho medo.


Sempre que algum objeto meu eletro-eletrônico precisou passar por isso - consertos, troca de peças, qualquer intervenção cujo processo eu não compreendo - me pareceu sempre meio off, meio frankenstein, como se alma da coisa toda tivesse sido alterada.


Tenho medo.


O meu primeiro presente memorável foi uma vitrola portátil, laranja. Nela eu escutava meus disquinhos com os livrinhos pra acompanhar e afirmaria com certeza que foi assim que aprendi a ler, lá com uns três, quatro anos, se pudesse me lembrar (e, claro, se minha família não agisse como se eu já tivesse nascido lendo, eheheheh, e por isso não existe um "momento de aprender a ler", mas já tergiverso, pra variar, e não é sobre isso que quero escrever). Ela nunca estragou, e eu ainda a tenho, e apesar de não tê-la usado há muito, sei que pode vir a funcionar perfeitamente.


Já o meu segundo presente memorável, e que vem a se encaixar na narrativa que tento aqui construir, foi uma câmera fotográfica. Uma Kodak, nada muito fancy, era portátil e automática, e tinha flash e tinha algum zoom, nada de macros e efeitos e possibilidades de programar obturador e diafragma. Tinha treze anos e o mundo se coloriu. Qualquer dinheiro que eu tinha ia para filmes e revelações, e uma boa parte dos momentos memoráveis da minha tão-curta-and-yet-tão-intensa vida foram clicados com ela, adorável Kodak. Que estragou no meio da minha viagem para Portugal (com uma e outra coisa que também estragaram lá na viagem, seja por reflexão, seja por confrontamento, mas, de novo, não é o que cabe aqui no momento. Sigamos.) e, pelo mesmo medo que sinto neste momento, permaneceu estragada, permaneceu sem funcionar, mas ao menos permaneceu. Porque eu odiaria que ela fosse mandada para a assistência técnica e voltasse alterada, manipulada, e estou pensando agora em escrever profanada - e mesmo sabendo do total exagero da palavra - é isso que penso.


E agora isso. Agora mais isso. Listras aparecem em todas as imagens que tiro, e isso é horrível. Bem, em quase todas (na foto abaixo, da taça de champagne, vocês não repararam? Pois, tem listras ali...), porque dependendo do efeito que seleciono, as listras não aparecem, mas mesmo assim, não é pra aparecerem de jeito nenhum. A menos que eu queira.


Desde ontem, quando me deparei com as manchas horizontais e a distorção total das imagens que eu precisava, estou meio apreensiva. Muito apreensiva. Assistências técnicas me dão tanto medo quanto bueiros. Bem, talvez não tanto, as ruas estão super-populadas de bueiros, e eventualmente eu passo por um e outro, aqui e ali. E tenho bem menos momentos de confrontação com as A.T., mas acho que justamente por isso a impressão de que o estrago vai ser bem pior é mais forte.


Hoje fui à loja onde comprei a câmera, e onde contratei a garantia extendida. Na época não me pareceu tão importante, e não custava muito, e pensei, oh, what the heck! Não pode fazer mal. Pois bem. Depois de ligar para a assistência técnica, e conversar com a moça - super atenciosa e prestativa, que ouviu o problema, ouviu as minhas lamentações e trouxe o breve alívio da explicação - e ver que se fosse pagar do meu bolso poderia doer mais, estava achando uma ótima idéia a contratação desse seguro. Até chegar na loja e o gerente me explicar que eu devo ligar para um 0800 e esperar que eles entrem em contato, e ir na loja que eles me indicarem e aguardar o diagnóstico - chama parecer técnico, mas, pobre Camera, está doentinha! - e ver se eles aprovam. E daí, dependendo do custo, eles podem simplesmente me dar uma câmera nova. E o gerente me diz isso super contente, numa empolgação, como se dissesse "olha, se o teu passarinho não cantar, ou se ele morrer quando tu chegar em casa, volta aqui e a gente te dá um novo. Da mesma cor, tá, e vai parecer quase o mesmo!"


Hmpf. E se eu não quiser outro passarinho? E se eu não quiser um passarinho que cante mais ou que cante diferente. E se eu apenas quiser que o meu passarinho, que eu passei tanto tempo escolhendo e decidindo e creating a bond with it (porque, sim, se você que está aí e que chegou até aqui não percebeu ainda, o grau de loucura é altíssimo, e dizem que isso de personalizar objetos, dar nomes e se apegar como se fossem seres vivos é um dos mais fortes indícios de sérios transtornos mentais, mas, hei, se você ainda não notou é porque, de repente, ache normal, e se acha normal provavelmente é porque também tem essa atitude perante seu carro, seu travesseiro, seu celular - o objeto de sua preferência! - e se você tem um nome para sua escova de cabelo, ou suas bolsas, bem, entre, sinta-se à vontade, é realmente incrível que as pessoas se encontrem por suas similaridades nesse mundo tão gigante.), será que eu não posso simplesmente ter o meu passarinho de volta? Que eu já conheço, com o qual já estou acostumada, de quem já conheço os botões e os atalhos e já entendo o funcionamento? E se for pra me dar um novo, será que eu ao meos tenho o direito de escolhê-lo?


Tenho medo.



I miss her already. E nem sei ao certo o que irá acontecer. Amanhã ligo pro 0800. Aguarde, vêm aí fortes emoções.

março 12, 2008

Só na foto!

(Porque estou com sono e preguiça e não quero escrever agora. Vai que tem gente olhando!)







; )



março 09, 2008

Resumão

É como querer fazer caber a história toda da humanidade in a nutshell, eu sei, mas é uma tentativa de não me perder de mim mesma, acima de tudo, e uma maneira de sossegar essa ansiedade que me exije e me manda e me ordena escrever, mesmo que eu acabe não escrevendo o que eu deveria mesmo.



Sábado teve reinício das aulas da Oficina. Nunca é a mesma coisa, apesar da expectativa de ser cada vez melhor. É difícil considerar alguma coisa boa quando já se teve A turma, que foi tão boa que gerou O livro. Mas a vida muda feito as figuras de um caleidoscópio (imagem muito recorrente ultimamente, devo confessar) e nada do que foi será de novo como diz a música, e a onda que nos banha hoje não é amesma que nos banhará amanhã. Já nos explicou Heráclito, o rio nunca é o mesmo, e o resto é bla bla bla whiskas sachê. E imbuída de um sentimento maior de crescimento, tendo em vista o meu objetivo, relevo possíveis bumps on the road e sigo em frente.



Sexta feira foi um dia de recuperação. Era pra ter encontrado as Puffs na quinta, cheguei até a reservar mesa, marcar hora e tudo, mas não deu. O fator David-Lynch surgiu do nada já pela manhã e, incontrolável, foi bem mais forte do que eu podia agüentar, o que me proporcionou um dia inteiro de pesadelo, de querer me enrolar em mim mesma e ficar quietinha no escuro até o fim dos tempos, quando não houvesse mais dor, nem ao mesmo a possibilidade de dor, mas não foi possível. E o engraçado é o quão tricky pode ser esse fator, porque, por alguns momentos, achei que estivesse bem, e que meu estômago estava calmo e que a maelström* não voltaria tão cedo. Tsc tsc tsc, quão tolinha eu sou, até porque tinha esquecido que estava dentro de um pesadelo, e que tudo pode fugir ao meu controle. Pois bem, me vejo dentro de um táxi sacolejante, às cindo da tarde, sob um sol ainda de verão, cujo motorista só pode ser o único da cidade que não sabia como chegar ao Iguatemi, para chegar em casa e acalmar mais uma vez o estômago e depois desabar na cama.



Só fui acordar no dia seguinte, sexta feira, e ainda um tanto abalada. Várias teorias a respeito da minha condição e tudo se resume a hormônios, como sempre, e à vitamina B6. Muita coisa se explica com isso, e inclusive dá pra se divertir com algumas coisas, como este site, que explica que
especialmente mulheres que fazem exame de pills do nascimento-controle ou de
outros formulários dos estrogens,


numa tradução muito babel-fish-la-garantia-soy-jo, podem ter deficiência dessa vitamina.



Bastou tomar um comprimidinho, e o sol voltou a brilhar.



Terça é que foi um dia bom, tranqüilo no trabalho, saí cedinho e fui encontrar a minha dupla de criação no projeto da AJL (mais informação à medida que as coisas forem evoluindo, não posso contar nada agora, até porque não tem nada muito consistente para contar, mas assim que tiver, believe me, contarei.) que está ficando lindo. Com direito a música ao vivo em show exclusivo.

E na ordem maluca que inventei para lembrar dos meus dias, voltamos a ontem, sábado, que começou cedo, começou quente e iluminado e me proporcionou vários momentos de reflexão (que não cabe começar a esmiuçar aqui correndo o risco de não acabar nunca mais, uma vez que um novelo de lã das idéias puxa o outro e a minha condição assumidamente obsessiva-compulsiva não me permitiria parar até que todos os novelos de lã do mundo tivessem sido desenrolados e tricotados em histórias, na História maior, na qual me enredo também) e me trouxe bem cansada a este domingo, depois de uma comemoração de aniversário no bar mais legal do mundo, em que fiquei conversando com a minha ermã, que é a mais legal de todas e que, assim como eu - considerando tudo o que vivemos e lidamos since birth so far -, é a evolução da espécie.

Aí estou aqui, neste calor absurdo de fim de verão, numa cama deliciosamente bagunçada, com my bits and pieces espalhados, pensando em todas as coisas do porvir da semana que vem, das fotos para o SPC que ainda não tirei, tentando resumir tudo tudo tudo e encontrar um sentido maior em cada pequeno evento, na relação de causa-efeito de todos esses eventos e mais, e ainda na necessidade de me organizar para sentar e escrever e transformar em história escrita esses novelos imaginários, esses planetas e mundos criados que orbitam dentro da minha cabeça que pedem gritam choram exijem vir à tona.

E acho que não fiz um bom trabalho, em resumir e fazer as coisas fazerem sentido, mas não faz mal. O que importa é que essa minha válvula de escape é também meu atalho, meu desvio, minha forma de escrever sem escrever mas ainda assim escrevendo.

Até porque, sendo laranja, sou também aranha, e me é impossível não tecer minha teia, de um jeito ou de outro.

* um outro maelström, esse sim, valendo a pena de ser visto. Lírico, absurdo, estranho e lindo. Como a vida.

março 05, 2008

Vale sarcasmo?

Às vezes eu penso que a minha vida é muito muito boa. Às vezes eu penso que se as coisas melhorarem só um pouquinho, estragam.

Sometimes I can eat my cake and eat it too.

Às vezes eu penso que é até melhor não falar muito o quanto a minha vida é boa. Diz a cigana que tem "mau olhado". Mas eu não acredito, porque isso a minha religião não permite.

Às vezes eu tenho certeza de que o sarcasmo é o que nos define como humanos e o que nos salva de sermos desumanos uns com os outros.


(Ufa! Pronto, passou.)

março 03, 2008

Sometimes I feel...

Sometimes I feel kinda blurry, and lost, and distant.



Sometimes I feel like I'm fading out.



And sometimes, in those moments, I'm able to reach inside and find the lens and set the focus once again. And then I'm able to see myself again. And then I feel like me again.



And after those times I know I learned something (but only sometimes, most of the times). A few times, I'm able to make something beautiful out of the blurryness and confusion.






I hope this is one of those few.